Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 09/09/2021

Popular ao redor do mundo, o personagem Garfield, protagonista do programa “O Show do Garfield”, é conhecido por sua afeição por comer e dormir, além da grande preguiça de se exercitar. Para além da ficção, observa-se, na conjuntura hodierna, um triste mal presente na sociedade: pessoas com más hábitos alimentares e físicos, semelhantes ao personagem, no chamado sedentarismo. Sob esse prisma, é notório a presença de um problema motivado pela falta de consciência populacional, atrelado à negligência do aparato estatal.

Nessa perspectiva, é prudente salientar a inércia do corpo social como um entrave para a problemática. Esse cenário de inconsciência é verificado no estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelando que 40,3% dos adultos brasileiros são sedentários. Tal dado alarmante se deve, sobretudo, a um fenômeno que o sociólogo Émile Durkheim conceitua como a consciência coletiva, sendo um conjunto de normas e práticas comuns em uma sociedade. Logo, seguindo o raciocínio do pensador, a carência de debates sobre a importância de manter uma rotina de exercícios e uma alimentação saudável acarretam desinformação social, contribuindo para uma consciência social retrógrada.

Paralelamente,  a ausência de ações por parte do governo é outro obstáculo no que tange ao problema. Diante disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo Karl Max, que considera o governo passivo frente aos problemas sociais. Consoante aos dizeres do pensador, nota-se a carência de intervenções do Estado mediante ao crescente quadro de sedentarismo, sobretudo no que tange a escassa prática de exercícios físicos, visto que as poucas possibilidades de se exercitar sem custos desmotiva muitas pessoas. Sendo assim, urge uma mudança nas atitudes governamentais, visando auxiliar a população em estado sedentário.

Assim, tendo em vista os fatos supracitados, é indispensável intervir sobre o problema. Por conseguinte, cabe ao Poder Público investir em medidas de amparo aos indivíduos sedentários. Para isso, o governo, atrelado às prefeituras, deve promover campanhas que estimulem a prática de atividades físicas, por meio da distribuição de aparelhos de academia nas praças e parques ao redor das cidades, de modo que as pessoas podem se exercitar de maneira gratuita. Dessa forma, uma população com um grande número de pessoas em estado de sedentarismo começará a enfrentar esse grande mal, e o governo não será mais passivo aos problemas sociais, como afirma Marx.