Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 27/07/2017

Tecnologia e sedentarismo: uma simbiose hodierna

No limiar do século XXI, é possível denotar,  claramente, a emergência de um novo paradigma, o sedentarismo. Não obstante, percebe-se, atualmente, que esse vem aumentando paulatinamente com o avanço tecnológico acarretando inúmeros prejuízos à saúde dos indivíduos. Nesse sentido, seja pelo conforto e pela comodidade; seja pela generalidade desse fato social, a problemática persiste intrinsecamente associada à realidade mundial.

É incontrovertível que o conforto, bem como a comodidade estejam entre as causas do problema. Segundo Immanuel Kant, o homem permanece em sua menoridade, ou seja, em um estado de repouso intelectual ou físico, não apenas por covardia, mas também por comodismo. De maneira análoga, a utilização de meios de comunicação e transporte, cada vez mais rápidos e eficazes, vem agravando o número de sedentários- que já atinge a marca de 60% da população mundial, conforme a Organização Mundial Saúde- tendo em vista, que substituem a prática de exercícios físicos por algum recurso tecnológico. Nesse sentido, doenças cardiorrespiratórias, hipertensão, diabetes mellitus e obesidade vêm estabelecendo uma simbiose com a problemática.

Outrossim, é notório que o impasse está longe de ser resolvido. Segundo Emille Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar dotada de generalidade, exterioridade  e coercitividade. Nesse contexto, pode-se encaixar o aumento da taxa de sedentarismo na tese do sociólogo, haja vista, que uma ação, embora prejudicial à saúde, tomada por um grupo também tende a se espalhar sobejamente. Dessa forma, criar meios de mitigar a expansão de ideais que possam denigrir a saúde humana é uma premência, e não um fato opcional.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar o impasse. O Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, deverá promover a criação de jogos e de campanhas socioculturais, em praças e escolas,  que possibilitem tanto uma mudança de mentalidade social quanto um aumento na prática de exercícios nesses locais. Ademais, a atuação de ONGs, por intermédio dos meios de comunicação (televisão, internet, ramais de telefonia) e de agentes sociais, informando os cidadãos sobre os benefícios da prática esportiva é indispensável.  Por fim, a população deve ter papel ativo na solução da problemática, tanto adotando a prática de esportes adequados às suas respectivas condições, como disseminando esse novo modo de agir, profilático contra vários problemas de saúde.