Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 08/09/2021

O documentário Muito Além do Peso, lançado em 2012, é baseado em fatos reais e mostra a realidade alarmante, casada pela obesidade, de crianças no brasil e no mundo. Paralelo a isso, a causa da deonça está intimamente ligada aos hábitos alimentares e falta de atividade física desde a infância até a vida adulta. Ademais, na idade economicamente ativa, outros fatores como a diminuição da taxa metabólica basal atrelada a grande carga horária de trabalho potencializa o sedentarismo como o mal do século. Desse modo, urge a necessidade de analisar as causas e as consequências da falta de atividade física.

Em primeiro lugar, é preciso observar a questão de maneira pragmática. Na obra Sociedade do Cansaço do filosofo sul-coreano Byung-Chul Han, o autor relaciona a hiperatividade dos indivíduos ao esgotamento social, afirmando que o excesso de trabalho é uma violência neuronal que causa doenças mentais e, consequentimente, físicas. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que a inquietude dos trabalhadores embalados pela falsa produtividade tem consequências severas para o seu próprio organismo, haja vista que, já esgotados das atividades trabalhistas, o indivíduo não tem condições de praticar atividade física, mesmo que sem custo, seja pelo esgotamento físico e psicológico ou pela falta de tempo hábil.

Outrossim, cabe analisar as consequências causada pela falta de atividade física. De acordo com as estatística da Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada quatro brasileiros são sedentários, além disso, estima-se que globalmente isso acarreta cinquenta e quatro bilhões de dólares em assistência médica e quatorze bilhões em perda de produtividade. Sob tal ótica, é notório que o sedentarismo é um caso de saúde publica, tendo como base a justificativa de que não é prejudicial apenas para o individuo e sim para a sociedade como um todo, portanto, solucionar a problemática é possível apenas com a sinergia dos agente sociais.

Logo, é dever do Estado, na figura do Ministério do Trabalho promover campanhas de caminhadas ou pedaladas duas vezes nas semana nas empresas para que os funcionários pratiquem atividade física em conjunto, aumentando as chances de perpetuar nessa rotina, melhorando a saúde de cada um, potencializando o lucro e a saúde da corporação como um todo. Ademais, a Escola deve isentiva a prática de esporte e alimentaçao consciente desde a infância por meio do projeto “Bom de bola, bom de escola” em parceria com o “Cantina Saudável” que visa melhorar o rendimento dos alunos atletas e promover a educação alimentar para todo o colégio, pro meio dos projetos, as crianças desenvolvem uma boa relação com a atividade física e com a alimentação saudável e, dessa forma, se distanciam da triste realidade retratada no documentário.