Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 10/09/2021

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país mais sendentário da América Latina e ocupa a quinta posição no ranking mundial. Nessa perspectiva, na conjuntura contemporânea, nota-se a persistência de hábitos sedentários no âmbito social, em decorrência da ausência da prática de  atividades físicas regularmente, bem como da rotina corriqueira dos cidadãos. Nesse contexto, urge analisar como o uso exagerado da tecnologia e a negligência estatal  impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que o sedentarismo está intrinsecamente relacionado ao uso exacerbado dos mecanismos tecnológicos. Nesse viés, a Terceira Revolução Industrial é caracterizada pelo desenvolvimento de computadores, celulares e videogames, os quais estão presentes diariamente na vida de uma parcela da população. Entretanto, esses aparelhos proporcionaram maior acomodação, uma vez que milhares de indivíduos ficam horas parados  na frente desses dispositivos sem realizarem nenhum exercício corporal. Desse modo, o uso demasiado da tecnologia sem restrições compromete o equilíbrio físico e mental dos cidadãos.

Outrossim, vale salientar que a inobservância estatal propicia a manutenção do sedentarismo no meio social. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aproximadamente 47% dos brasileiros são sedentários. Nesse sentido, a carência de políticas públicas voltadas ao incentivo a prática recorrente de exercícios físicos favorece o aumento de cidadãos pouco comprometidos com a saúde física, haja vista que o sedentarismo contribui para o desenvolvimento de enfermidades, como o diabetes e doenças cardiovasculares. Dessa forma, a inércia do Estado acerca desse assunto fere os princípios assegurados na Magna Carta, como à saúde e bem-estar coletivo.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas estratégicas para combater o sedentarismo na esfera social. Logo, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas midiáticas para conscientizar a população sobre o uso exagerado dos dispositivos tecnológicos e, concomitantemente, mostrar os malefícios dos hábitos sedentários. Essas campanhas deverão ser feitas com vídeos e publicações nas redes sociais, em linguagem clara e acessível a todos os públicos, por meio de profissionais capacitados na área, como educadores físicos, a fim de incentivar os cidadãos a praticarem exercícios físicos regularmente. Espera-se, com isso, a curto e longo prazo resolver esse imbróglio.