Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 13/09/2021

O livro “Fazendo meu filme”, da escritora brasileira Paula Pimenta, exibe em uma de suas passagens a entrada da personagem principal em uma vida sedentária ao fim de seu intercâmbio acarretando malefícios a sua saúde. Infelizmente, percebe-se que tal situação não se limita aos livros, dado o alto nível de sedentarismo no Brasil, resultando no aumento de certas doenças e vidas pacatas. Portanto, faz-se necessário analisar as bases que sustentam essa problemática, a citar, a falta de exercícios físicos com frequência e o uso exagerado das tecnologias, a fim de desbanca-las.

É relevante abordar, primeiramente, que a falta de atividades físicas contribui negativamente para o impasse, pois essa prática é de extrema importância para o combate do sedentarismo. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2019, apenas 30,1% dos brasileiros praticavam exercícios com a frequência apropriada, ou seja, 69,9% da população adulta do país não possui uma vida saudável o bastante. Evidentemente, nota-se que a pesquisa exibe umas das justificativas para o aumento do problema, visto que a falta dessa rotina na vida das pessoas ocasiona problemas como diabetes, hipertensão, colesterol elevado, entre outras doenças que põem levar a pessoa até a morte e que poderiam ser evitados com a movimentação constante do corpo durante a atividade.

Em sequência, é de extrema importância fundamentar o uso excessivo das tecnologias como um forte impulsionador para o sedentarismo, uma vez que ao fazer a tela de um celular o centro de sua vida há uma diminuição drástica, na prática de atividades que poderiam ajudar em sua saúde. Conforme a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 84% dos jovens entre 11 e 17 anos não possuem a frequência de se exercitar e tal fato está íntimo ao uso diário de telefones, “tablets”, notebooks, computadores e outras tecnologias. Dentro desse contexto, ausência de movimentos acaba fazendo com que o nível de gordura no corpo não seja queimado e essas pessoas fiquem propensas a doenças, por conta das horas em que passam na frente de uma tela.

Depreende-se, então, a necessidade de combater essa situação de sedentarismo no país. Para isso, é imprescindível que a OMS (Organização Mundial de Saúde), por intermédio da divulgação midiática, meio de comunicação usados pela maioria da população diariamente, alerte os indivíduos sobre o sedentarismo e suas consequências. Assim, um número maior de pessoas serão conscientizadas em relação às consequências de seus costumes e o índice de sedentarismo será diminuído no Brasil, fazendo com que os cidadãos não passem pela mesma situação que a personagem do livro de Paula pimenta passou por conta de seus maus costumes em relação a sua saúde.