Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 15/09/2021

Na tirinha “Garfield”, criada em 1978, por Jim Davis, o protagonista é modificado por sua preguiça e por estar sempre vendo televisão. Analogamente à realidade, a tirinha foi pensada como uma forma de ilustrar uma sociedade que começava a se tornar dependente da tecnologia e, consequentemente, sedentária. Dessa forma, o sedentarismo é ainda hoje enfrentado em escala global, devido a fatores de âmbito social e culturais que levam ao aumento gradual dessa problemática.

Em primeira análise, tem-se o sedentarismo como o grande mal do século, visto que é uma tendência contemporânea que engloba diversos fatores e contará com consequências graves no futuro. Imediatamente, de acordo com o Instituto Brasiliero de Geografia e Estatística (IBGE), 46% dos adultos brasileiros são sedentários, o que é reflexo do estilo de vida vinculado ao vício nas tecnologias e no trabalho, que não conta com o tempo necessário para a prática de atividades físicas.

Ademais, desde o fim da Guerra Fria e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o capitalismo desenfreado. Assim, crianças e adolescentes se desenvolvem em ambientes cercados por tecnologia, e tem a tendência de não praticarem nenhum tipo de atividade física que evite o sedentarismo precoce, o que mais tarde pode ocasionar na obesidade infantil.

Sob essa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver um projeto de esporte gratuito para cada faixa etária. Com o fito de diminuir o índice de sedentarismo e evitar a obesidade, essa ação deve ser realizada por meio da criação de turmas de esportes diferenciados, lecionadas por profissionais capacitados. Dessa forma,