Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 30/07/2017
Émile Durkheim, um dos célebres teóricos do século XIX, afirmava que a sociedade pode ser comparada a um “organismo vivo” por apresentar funcionalidade integrada. Contudo, a ausência de políticas de saúde capazes de reeducar os cidadãos é responsável por nutrir o sedentarismo no território nacional. Neste âmbito, um ideal de depreciação física é instalada na população. Diante dessa perspectiva é válida analisar as causas e as consequências que o sedentarismo pode causar na sociedade.
Inicialmente, é importante perceber que a falta de políticas de saúde é um agravante para o alto índice de sedentarismo na população. Isso porque sem um incentivo e alerta de que a não realização de atividades físicas pode comprometer a saúde afetando seu estilo de vida. Diante disso, também com o capitalismo cultural impuseram à sociedade um padrão de vivência na comodidade. Segundo dados liberados pelo IBGE em 2014, a substituição de exercícios físicos por tecnologia propiciou um sedentarismo em aproximadamente 55 milhões de brasileiros.
É fundamental pontuar, ainda a potencialização das consequências que o sedentarismo pode desenvolver. Tal fato decorre que pode haver o desenvolvimento de obesidade, problemas cardiovasculares e sedentarismo infantil provocando problemas físicos e psicológicos. Seguindo assim, essas crianças podem sofrer segregação social, que ocorre inclusive no ambiente escolar, dando margem ao isolamento social, e a prática de “bullying”. Assim, a segregação por corromper a interação entre indivíduos, vai de encontro à Filosofia da Condição Humana, segundo o qual o homem é um ser bio-sócio-cultural, que necessita estabelecer relações com seus semelhantes, a fim de produzir cultura como forma de identidade.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas com a finalidade de evitar o sedentarismo. O ministério da educação deve investir em feiras esportivas nas escolas e comunidades incluindo a participação da família e criar áreas de recuperação com nutricionistas e educadores físicos.