Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 16/09/2021
O homem da caverna precisava correr, nadar e caçar para poder ter alguma chance de sobreviver, estava a todo tempo em atividade corporal. 10.000 anos depois, o homem moderno perdeu esses hábitos com o tempo: as pessoas trabalham por horas sentadas, andam sempre de carro e possuem pouco tempo para se exercitar. O resultado não poderia ser outro: uma população de pessoas doentes por conta do sedentarismo. Com efeito, o sedentarismo tornou-se o grande mal do século, uma vez vinculado às doenças não transmissíveis, como diabetes, sobrepeso e doenças do coração. Sendo assim, é necessário avaliar as principais causas do problema e as suas consequências para sociedade .
Convém ressaltar, a príncipio, que o sedentarismo encontra terra fértil nas comodidades proporcionadas pela tecnologia. Nesse sentido, o escritor Mark Kennedy defende que as maiores invenções tecnológicas criadas pelo homem - o avião, o automóvel, o computador - dizem pouco sobre sua inteligência, mas falam bastante sobre sua preguiça. Sob essa perspectiva, tornou-se possível conversar com todos por meio do celular, assistir a todos os filmes pela televisão e pedir o jantar com alguns simples cliques, tudo isso sem sair do sofá. Dessa forma, é inegável os benefícios que a tecnologia proporcionou ao homem, mudando, ao mesmo tempo, seu modo de viver. No entanto, tal comodismo aumentou o sedentarismo dos brasileiros, visto que o ser humano passou a ficar mais tempo parado, seja em casa, dentro do carro ou até mesmo no trabalho.
Em consequência disso, celulares, vídeogames e televisões se tornaram mais atrativos do que correr, brincar ou pedalar, prejudicando seriamente a saúde da sociedade. Em vista disso, como resultado de uma vida sem exercícios e com poucos movimentos, a população passou a ficar mais exposta a sérios riscos de saúde, uma vez que, segundo dados do IBGE, alarmantes 46% da população adulta do país é sendentária. Dessa maneira, infere-se que a falta de movimentação programada aumenta as chances de distúrbios como o sobrepeso, diabetes e desequilíbrio hormonais, colocando metade da população em risco de vida.
Logo, é necessário que o problema seja alterado. Portanto, o Ministério da Saúde, juntamente com os municípios, deve incentivar projetos nas escolas que concientize os alunos sobre os risco para saúde que a falta de exercícios pode causar. Para isso, deve promover gincanas e palestras com especialistas no assunto, tratando também da importância de saber usar corretamente a tecnologia. Além disso, tais eventos não devem ser limitados apenas aos alunos, mas abertos à toda a comunidade, a fim de que um número maior de pessoas possam reconhecer os perigosos que o sedentarismo pode causar.