Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 27/09/2021

Desde a eclosão do período Neolítico, acerca de dez mil anos atrás, o homem se tornou agricultor, com os diversos aprendizados de polimento de pedras, escassez da caça e da coleta, o sedentarismo foi a melhor descoberta para o sucesso dos processos agrícolas, efetivando um crescimento social e econômico. Porém, hodiernamente, a forma de vida sedentária é um problema que exige atenção em todo o mundo, no Brasil, a falta de incentivos governamentais dentro dos setores de esporte, lazer e saúde nutricional públicos, além da influência da nova era digital com a utilização de tecnologias em excesso, propagam a intensificação dos riscos de doenças adquiridas pelo sendentarismo.

Em princípio, a carência quanto ao desprovimento da ajuda estatal é bastante preocupante dentro do cenário brasileiro, uma vez que a não colaboração dos públicos nos investimentos para a manutenção de ofertas de esportes e profissionais da área de saúde, a fim de promover um acompanhamento nutricional à toda população, causam prejuízos relacionados ao bem-estar da comunidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o sedentarismo está presente em cerca de 60% da população mundial. Conforme os dados responsáveis, é perceptível a necessidade de programas governamentais para a diminuição dos atos sedentários, presentes na vida cotidiana.

Ademais, com o advento da Terceira Revolução Industrial, as formas de conexão digital ampliaram-se, fornecer em tecnologias virtuais mais rápidas, o que promover um excesso no uso das mídias sociais e comprometer a saúde dos internautas, os quais se preocupam demais com as redes e tornam-se sedentários. Consoante Roberto Dischinger Miranda, cardiologista e geriatra, os riscos do sedentarismo são alarmantes, podendo ir desde o comprometimento do metabolismo até maiores chances de infartos e mortalidades precoces. A partir de tal análise, conclui-se que, é de extrema importância a implantação de atitudes das mídias para que a proporção dos riscos à saúde entrem em decréscimo e o estilo de vida seja alterado de forma consciente e saudável.

Portanto, para que o impasse do sedentarismo e suas consequências sejam resolvidos, é necessário que a Receita Federal, órgão responsável pela administração dos tributos federais, invista uma maior parte dos impostos nas áreas de esporte e da saúde pública, por meio da construção de quadras esportivas em todo o território, além da contratação de profissionais da nutrição, a fim de que haja a diminuição nos casos de sedentarismo, promovendo a garantia de direitos do cidadão brasileiro. Outrossim, o Ministério das Comunicações deve gerenciar uma maior disceminação de informações nas mídias sociais, com a apresentação de dados reais sobre as formas nocivas que o comportamento obsessivo pela internet pode causar, havendo, assim, um melhoramento na qualidade de vida.