Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 28/09/2021

De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu capítulo II, dos Direitos Sociais, artigo 6º, todos tem o direito a saúde e alimentação adequada. Logo, o grande mal do século: sedentarismo, não está associado a esses direitos uma vez que contradiz o conceito de ser humano ativo. Além do mais, essa situação não está convencionada, apenas, pela ausência de prática de atividades físicas, mas pela redução dessas. Outro fator importante é a qualidade de vida das pessoas que não contribui de forma significativa para atenuar esse mal que assola a sociedade em pleno século XXI.

Sendo assim, ressalta-se que o sedentarismo caracteriza o ser humano desde o período pré-histórico, conhecido como Neolítico. Período em que o homem vivia como nômade em busca de novos recursos toda vez que esses se esgotavam do seu entorno. Além disso, esse mal, muitas das vezes, tratado como doença se divide em níveis bem diferentes que se caracterizam de acordo com sua intensidade a partir do momento que se afastam de uma situação saudável, provocando os mais diversos sintomas. O Sedentarismo se caracteriza, ainda, pelos motivos mais impensados como o uso excessivo das novas tecnologias que escravizam as futuras gerações ao grande mal do século.

Outrossim, verifica-se que o estilo de vida das grandes cidades propicia o desenvolvimento desse fato. Percebe-se que desde o período da Revolução Industrial, os indivíduos que viviam nas zonas rurais e exerciam trabalhos pesados começaram a migrar para os centros urbanos adotando rotinas diferentes. Com isso, nota-se que os cidadãos que gastavam certa quantidade de calorias em seus afazeres diários, deixaram de gastá-la. Esse acúmulo de energia potencializou esse mal que pode ser visto na animação Wall-E, de 2008, que retrata, além de fatores ambientias e obesidade o sedentarismo vivido pela sociedade daquele tempo acostumada as novas tecnologias, economizando assim, suas forças.

Portando, vê-se a necessidade de medidas que possam amenizar esse mal classificado como sedentarismo e que afeta milhares de pessoas em todo o mundo. Salienta-se a importância dos orgãos responsáveis, por meio de seus Ministérios da Educação, Cidadania e Saúde, promoverem ações através de programas educativos que trabalhem as questões relacionadas a obesidade, prática cotidiana de atividades físicas, mudança de hábitos alimentares e alteração do modo de vida com o intuito de se construir conhecimentos e técnicas para a melhoria da qualidade de vida. E assim, combater esse mal de forma a reduzir seu impacto negativo na vida das pessoas e diminuir as doenças provocadas por ele, possibilitando aos seres humanos uma vida digna e saudável.