Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 15/08/2017

O desenho animado “Wall-e”, produzido pelos Estúdios Pixar, tem como enredo secundário a vida sedentária da população terrestre cuja casa é uma nave espacial multifuncional. Fora da ficção, infelizmente, o tema também ganha destaque. Presente em quase metade da população mundial, o sedentarismo tornou-se característica do século XXI. A fim de entender sua assustadora presença, é preciso analisar o contexto e as consequências desse fato tão lastimável.

Não há como negar que o estilo de vida contemporâneo influencia diretamente a prática do sedentarismo. A sociedade líquida, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, tem apenas um objetivo: obter conforto e prazer em menor tempo possível. Com a tecnologia, os movimentos funcionais foram ratificados a comandos básicos, tais como apertar um botão. Destarte, a imobilidade aos poucos virou hábito dos tempos atuais.

Ademais, o  sedentarismo reflete a situação alarmante da saúde na sociedade mundial. A falta de atividade física - atrelada ao fator alimentação - não só propicia doenças (a exemplo de diabetes, câncer, infarto, entre outras) como também pode levar a morte. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, três das dez causas que mais matam em todo o planeta são puras consequências da imobilidade diária.

Fica claro, portanto, que o comodismo contemporâneo é a razão primária do sedentarismo, resultando em graves sequelas. Logo, soluções são necessárias para resolver o impasse. A ação do Estado faz-se indispensável. Juntamente com a mídia, o Governo deveria investir em constantes campanhas com o objetivo de incentivar atividades físicas haja vista os resultados de sua falta. Além disso a escola poderia alertar sobre os reais riscos do sedentarismo através de palestras com profissionais da área, esclarecendo as novas gerações sobre o tema. Dessa forma, o sedentarismo será somente figurante na história da sociedade.