Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 30/09/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade  perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade hodierna, uma vez que o sedentarismo- inegavelmente, o grande mal do século- se faz presente no Brasil. De certo, esse impasse se dá pela negligência escolar e pela celeridade da vida moderna.

Diante desse cenário, pode-se destacar a passividade das escolas como vetor que tonifica o sedentarismo. Nesse viés, de acordo com Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas a asas ou a gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de exclusão e desinformação. À luz dessa perspectiva, fica evidente que as instituições de ensino têm papel fundamental na formação educacional e na esportiva de seus discentes. Entretanto, nota-se que as redes de ensino pouco informa os alunos- visto que muitas escolas, infelizemente, não contam com materias que envolvam a prática de esportes- sobre os prejuízos da falta de exercícios regulares, desse modo, atuando como gaiolas e favorecendo para o elevado nível de sedentários no Brasil. Dessa maneira, é imprescíndivel que medidas devem ser tomadas a fim de mitigar esse mal do século.

Outrossim, vale ressaltar o ritmo acelerado da vida contemporânea como um dos agentes que contribui para o sedentarismo presente no corpo social brasileiro. Sob essa ótica, segundo dados do Ibge( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 46% da população adulta no Brasil é sendentária. Indubitavelmente, esse alto nível está ligado à celeridade da vida moderna, uma vez que muitos indivíduos negligenciam a prática e a importância de atividades físicas para saúde- por exemplo, a prevenção de doenças como a diabetes e hipertensão- devido a falta de tempo. Sendo assim, é imprescindível que a população busque alternativas para realização exercícios físicos diários com o fito de diminuir o sedentarismo no território tupiniquim.

Assim, portanto, urge ao Ministério da Educação- órgão responsável pelas escolas brasileiras- a criação de aulas e campanhas, ministradas por educadores físicos, com o objetivo de estimular a população à prática de exercícios e atividades esportivas diárias. Isso pode ser feito por meio da ampliação da BCC(Base Comum Curricular), assim, combatendo o mal do século. Ademais, cabe aos indivíduos a conscientização da importância de treinamentos regulares para a saúde, por meio de melhores planejamentos de tempo, desse modo, por conseguinte, diminuindo o nínel de sedentarismo no Brasil. Logo, tornando a realidade cada vez mais próxima da teoria de Thomas More.