Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 01/10/2021

Com a recente pandemia da Covid-19, a permanência em casa e isolamento social justificaram para muitos um problema já recorrente: a desmotivação e falta de atividade física. Com isso, o sedentarismo é, sem dúvidas, pertinente ao brasileiro e oriundo de outras razões que não somente a repentina quarentena. Portanto, analisá-lo a partir da permanência exacerbada nas redes sociais, bem como as respostas errôneas de muitos para esse estilo de vida é essencial.

Primeiramente, tem-se o uso excessivo das atuais tecnologias como a motivação de tal quadro. De acordo com a empresa de pesquisa GlobalWebIndex, o Brasil, em 2019, foi o 2º país com maior tempo médio em mídias sociais, cerca de 3 horas e 45 minutos por dia. Destarte, havendo as horas no trabalho, transporte e atividades caseiras, o exercício físico estaria nas horas dedicadas às redes sociais, contudo, o atual cenário demonstra que a própria saúde se tornou submissa à sociabilidade online.           Em segundo plano, o descaso à atividade física constitui mudanças no corpo e, assim, uma possível insatisfação pode surgir, havendo como aparente solução mudanças radicais na alimentação. Conforme Aristóteles, filósofo grego, o homem possui os vícios da escassez e do excesso, em que o objetivo é alcançar a mediana, ou seja, o bom uso dos mesmos. Por conseguinte, no contexto alimentar esses vícios são ora jejuns intermitentes, ora compulsões alimentares, os quais induzem a solucionar uma perda ou ganho de peso, porém, somente levarão, respectivamente, à uma anorexia ou obesidade, agravando o problema.

Mediante o exposto, medidas devem ser tomadas a fim de corrigir a problemática. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde criar a campanha “Saúde exercitada”, a qual irá, além de estimular uma pausa diária para os mínimos 20 minutos de atividade física recomendados pela Organização Mundial da Saúde, aconselhar também uma alimentação balanceada. Entretanto, é fulcral, ainda, o uso de mídias sociais para compartilhar a campanha e convencer a sociedade, com dicas de profissionais de saúde, a uma dieta saudável, ao aeróbio na rua e exercícios em casa. Por fim, espera-se que o cidadão brasileiro encontre a mediana de Aristóteles tanto à atividade física, quanto à alimentação e mantenha uma rotina equilibrada.