Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 04/10/2021

Segundo Platão, “falta de atividade física destrói a boa condição de qualquer ser humano”. A partir disso, é visível que, no Brasil, cada vez mais o número de pessoas que não praticam atividades físicas aumenta e estas desenvolvem problemas de saúde em decorrência disso associado com uma má alimentação. Por isso, é fundametal avaliar como as novas tecnologias e o excesso de trabalho têm deixado a população mais sedentária.

Em primeira análise, é necessário entender como os avanços tecnológicos contribuíram com o sedentarismo no Brasil. Ao tomar como base as ideias do sociólogo Milton Santos, em que a globalização traz avanços tecnológicos mas ao mesmo tempo carrega uma padronização excessiva de costumes, é visível que o advento da internet e as novas formas de entretenimento digitais se tornaram um problema na medida em que prenderam a atenção integral dos utilizadores, afastando estes dos exercícios físicos. Isso ocorre, pois as novas formas de entretenimento como plataformas streaming e jogos eletrônicos são fáceis, acessíveis e interativos, o que faz com que a maior parte da população os escolha, tendo em vista que os benefícios dos exercícios físicos necessitam de tempo e esforço. Tal fato deixa a população cada vez mais sedentária e segundo o IBGE mais de 70% dos jovens Brasileiros de 11-17 anos não se exercitam o tempo recomendado semanalmente.

Em segunda análise, é preciso analisar como a carga excessiva de trabalho torna a prática de exercícios inviável. Por demandarem além de força de vontade, tempo e esforço, é muito difícil um trabalhador incluir em sua rotinha diária algum tipo de atividade física. Isso acontece pois brasileiros médios trabalham entre 8 e 14 horas por dia, o que torna o cansaço físico e mental um grande obstáculo na realização de tais atividades, que de acordo com a OMS deveriam ser realizadas entre 150 e 300  minutos por semana. O que acontece, é que na verdade essas pessoas vivem uma vida menos saudável e ficam propensas a desenvolver diversas doenças relacionadas ao sedentarismo, como obesidade, AVC e diabetes tipo 2 que acometem grande parte da população.

Tendo em vista a problemática do sedentarismo no Brasil, urge a necessidade de estabelecer um meio de promover atividades físicas que dialoguem com o ambiente de trabalho. Para isso, é necessário que o ministério do trabalho coloque em pauta um projeto que obrigue empresas públicas e privadas a concederem 1 hora para os trabalhadores se exercitarem, entregando bonificações salariais para quem se mostar mais ativo.  Tal projeto, deverá ser colocado em prática pelas prefeituras de cada cidade, que terão por obrigação fiscalizar e conceder os bônus mensalmente à aqueles que o atingirem. Somente assim, pessoas com rotinas intensas de trabalho, conseguirão se livrar do mal do século.