Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 29/10/2021
A partir da Revolução Industrial, diversos povos passaram por profundas transformações não só econômicas como, principalmente, sociais. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão dos desafios do sedentarismo. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: Má influência midiática e busca por prazeres instantâneos.
Nessa perspectiva, há a questão da má influência midiática, que influi decisivamente na consolidação do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema.
Por conseguinte, outra dificuldade enfrentada é a questão do imediatismo. Segundo Zygmunt Bauman, a liquidez da sociedade moderna se pauta no imediatismo. De acordo com a perspectiva do sociólogo, a velocidade que caracteriza a cultura atual configura-se como um grave problema que atinge diversas áreas da ação humana. Tal imediatismo está presente na base do sedentarismo, e gera, como consequência, a dificuldade de intervir em um problema como esse sem agir em sua base sociocultural.
Portanto, é preciso que o Ministério da Cultura, em parceria com o Conselho Federal de Psicologia do Brasil, produzam campanhas que alertem a população sobre as consequências da mentalidade imediatista. Tais campanhas podem circular em mídias de grande acesso, como televisão e internet, nas quais atores e atrizes conhecidos alertem sobre como esta mentalidade impede a resolução do sedentarismo. Assim, será consolidada uma sociedade em que os defeitos da revolução industrial são superados pelas qualidades.