Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 31/10/2021
Com o advento da Terceira Revolução Industrial e seus benefícios que proporcionam lazer e conforto, a sociedade vive a era do grande mal do século: o SEDENTARISMO. Com isso, nota-se que a desvalorização da atividade corporal na vivência diária, pode ser ocasionada pelas desigualdades sociais, visto que nem todos possuem condições financeiras para manter uma rotina saudável. Além disso, tal imbróglio pode vir a acarretar diversas doenças que ameaçam a saúde não só do próprio indivíduo, mas também, de gerações futuras, por conta do comodismo da população atual. Sendo assim, discussões acerca do tema precisam ser levantadas.
Primeiramente, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa a 5º posição no ranking de SEDENTARISMO, com 46% das pessoas inclusas nessa condição. Dessa forma, fica claro que o comportamento cotidiano das pessoas pouco prioriza o cuidado físico, isso porque, em grande parte, ir à academia ou comprar aparelhos especializados tem um custo elevado, mesmo sendo algo bastante benéfico. Ainda vale ressaltar que,locais ao ar livre disponibilizam esse tipo de lazer de modo similar, contudo são evitados, haja vista que a violência urbana ainda é muito presente e corrobora com a redução dos investimentos nos exercícios.
Outrossim, na animação “Wall-E”, produzida pela Pixar Animation Studios, os seres humanos vivem abordo de uma nave espacial com todos os seus caprichos realizados por robôs. Paralelo ao lúdico, hodiernamente, simples atividades como ir ao banco ou fazer compras não necessitam mais de uma presença física, basta ter um aparelho tecnológico e acesso à internet. Entretanto, a ausência de exercitação - decorrente dos confortos da vida moderna, ameaça a higidez do corpo, afinal, muitos desenvolvem doenças como obesidade, depressão e câncer.
Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para mitigar a problemática do sedentarismo no Brasil. Faz-se imperativo que o Estado, em parceria com as prefeituras, elabore projetos voltados para a construção de academias públicas personalizadas, por meio de pesquisas que levem em consideração a preferência de atividades corporais dos cidadãos, a fim de que a exercitação torne-se efetiva. Dessa maneira, mais indivíduos terão acesso à equipamentos que os satisfaçam e os permitam buscar uma melhor qualidade de vida. Por fim, o Ministério da Saúde, junto à mídia, deve promover campanhas nos meios televisivos e virtuais com o fito de informar, em âmbito coletivo, sobre os perigos da inatividade do corpo por longos períodos. Com isso, espera-se que, através dos alertas, haja uma reflexão socrática que desperte a atenção dos indivíduos para as possíveis comobirdades que estão suscetíveis e assim, incentivar o exercício físico, evitando que a geração atual e a futura não seja, em maioria, enferma.