Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 31/10/2021
O sedentarismo, condição decorrente da ausência de exercícios físicos no cotidiano, pode causar complicações cardiovasculares e até neurológicas no homem, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Tendo em vista a ocorrência do sedentarismo no Brasil - dados oficiais -, ratifica-se o dever governamental de estímulo publicitário e financeiro de atividades físicas, além do empenho do próprio meio social em prol da melhora da saúde individual e coletiva.
Precipuamente, consoante o sociólogo Bauman, o homem contemporâneo pretere a saúde de seu corpo a relações voláteis e bens materiais supérfluos. Ele ainda afirma que tais padrões “líquidos” podem ser revertidos culturalmente pela atuação do Estado via subsídios aplicados nas carências em questão. Posto isso, é impreterível, por meio de órgãos ministeriais, a veiculação publicitária que incentive a prática de exercícios físicos, bem como o investimento estatal em modalidades esportivas em lugares de livre acesso, a fim de minimizar a ocorrência do sedentarismo na sociedade brasileira contemporânea.
Ademais, é necessário ratificar o papel do homem contemporâneo quanto à iniciativa própria de aderir a modalidades físicas. Apenas o estímulo estatal não é suficiente se não houver a “práxis”. Assim sendo, deve-se haver o esforço humano direcionado aos exercícios físicos e a sua constância, visando à preservação da saúde individual e, em larga escala, corroborando à perspectiva estatal no tocante à saúde nacional.
Infere-se, por conseguinte, a imprescindibilidade de atuação estatal e do meio social no incentivo a prática de atividades físicas. É incumbência do Ministério da Saúde, por meio de propagandas em redes sociais e televisivas, a veiculação de anúncios publicitários que estimulem a prática de exercícios físicos, bem como o investimento em modalidades esportivas em espaços públicos, mediante subsídio governamental, aspirando ao incentivo da saúde do país e, aliado à prática ativa de sua sociedade, a mitigação, dessarte, do sedentarismo no Brasil.