Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 14/10/2021
A constituição Federal de 1988 decreta por lei que: “a saúde e bem-estar é direto de todos, dever do Estado e deve ser garantida mediante políticas sociais e econômicas”. Com essa norma constitucional, revelam-se as adversidades de uma má condição física e psicológica para a vivência do indivíduo em sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade governamental no que tange ao sedentarismo no Brasil contemporâneo. Nesse sentido, percebe-se que a temática espelha um contexto desafiador, em razão do desenvolvimento tecnológico, o qual causa aumento nas taxas de doenças mentais e físicas.
Primariamente, carece destacar que o fortalecimento técnico-científico influencia, gradativamente, no crescimento dos índices de sedentarismo no país, por conta da dependência criada pelos eletrônicos, afetando o bem-estar social. Segundo Auguste Comte e sua teoria do positivismo, a tecnologia deve ser aplicada em benefício do ser humano e a ciência necessita contribuir com o desenvolvimento do indivíduo. Simultaneamente, vê-se que, fora da hipótese, essa não é uma realidade vivida no Brasil, já que com o grande avanço tecnológico o número de sedentários cresceu o dobro do século passado, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
Ademais, deve-se ressaltar que os jovens, cada vez mais, optam por uma vida sedentária a uma rotina ativa, em razão do conforto e comodidade que a tecnologia pode proporcionar ao corpo, causando enfermidades a longo prazo. Cita-se o documentário “Muito Além do Peso”, por exemplo, o qual aborda sobre uma epidemia de sedentarismo na infância, o que fez com que as crianças apresentassem o desenvolvimento de doenças anteriormente vistas apenas em adultos, como diabetes, hipertensão e depressão. Paralelamente, observa-se que essa obra retrata uma verdade enfrentada no país, visto que a quantidade de sedentários que desenvolveram outras doenças representa 60% da população brasileira, conforme dados da OMS.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde- órgão de ampla abrangência- atente-se à população brasileira, principalmente os sedentários e obesos, com urgência, por meio do oferecimento de oficinas de esportes prestadas por educadores físicos, a fim de aproximar o cidadão dos benefícios de uma vida ativa e incentivar a prática de exercícios físicos. Associadamente, o Estado deve utilizar-se da mídia- principal meio de propagação de informações- para influenciar os indivíduos sedentários sobre seus direitos quanto ao bem-estar físico, por meio de anúncios diários, com a finalidade de formar cidadãos informados. Por fim, tais medidas visam combater o impasse de forma precissa e democrática.