Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 14/10/2021

No filme Wall-e, produzido pela Pixar, mostra um futuro em que a vida do ser humano está totalmente interligada com a tecnologia e as pessoas vivem tão acomodadas que não conseguem fazer coisas simples como, por exemplo, levantar da cadeira, entrando em estágio grave de sedentarismo. De maneira análoga à história fictícia, os impactos do sedentarismo na contemporaneidade são semelhantes ao filme supracitado. Desta forma, a fim de reduzir os males relativos a essa temática, é importante analisar a falta de atividade física e o uso excessivo de aparelhos eletrônicos.

A priori, a falta de exercícios físicos tornou-se uma situação crítica, trazendo grandes implicações para a saúde. Nesse viés, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) “o sedentarismo está presente em mais de sessenta por cento da população mundial”. Consequentemente, isso ocorre por diversos fatores, incluindo à desigualdade social. Vale ressaltar, que muitas pessoas não possuem tempo livre e quando possuem, não conseguem desenvolver as práticas físicas devido ao cansaço ou até mesmo por não conter condições financeiras. Visto que, academias e esportes atualmente é  dependente de uma boa renda. Em decorrência disso, é fundamental destacar as entrelinhas surgidas, como a ansiedade e doenças cardiovasculares.

Ademais, a terceira revolução industrial foi um período de grande desenvolvimento tecnológico, causando grandes transformações. Mas infelizmente, tanta tecnologia pode trazer desvantagem, principalmente à nossa saúde e qualidade de vida. Pois, o uso exagerado oferece um tempo imenso sem movimentos, por passar a maior parte sentado ou deitado. Dessa forma, aumentando as chances de engordar e desenvolver doenças crônicas. Uma vez que o indivíduo não gasta as calorias necessárias.

Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão dos impactos ao sedentarismo. Para isso, compete ao Governo em consonância com o Estado desenvolver projetos que visem às práticas das atividades físicas, isto é, praças com aparelhos acadêmicos e uma melhora nas quadras das escolas públicas. A fim de facilitar e abranger pessoas sem condições financeiras a se exercitar. Paralelamente, cabe também ao Ministério da Saúde, setor responsável pela administração e manutenção da saúde, investir em centros de atendimentos públicos e em psicólogos especializados. Com o fito de potencializar o atendimento a esses pacientes e oferecê-los um tratamento adequado de acordo com o grau do sedentarismo. Somente assim, será possível combater o grande mal do século, e, ademais, se distanciar da realidade retratada no filme Wall-e.