Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/10/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, assegura o direito à vida e consequentemente à saúde. Porém, a realidade de muitos cidadãos é diferente da idealizada em 1948. Essa discrepância ocorre por conta de diversos fatores, entre eles a má influência midiática e a priorização dos interesses financeiros.
Segundo Bourdieu, aquilo que foi criado para ser um instrumento da democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Logo, a internet deveria ser uma aliada ao bem-estar social e não uma inimiga. Todavia, as mídias sociais fazem uso de algoritmos que impulsionam o vício nas redes, tornando a população cada vez mais desmotivada a realizar exercícios ao ar livre, oprimindo assim, a saúde física e mental de todos.
Ademais, o meio capitalista tem influenciado a população a colocar o ganho de capital à frente da saúde. Byung Chul, filósofo coreano, caracteriza o mundo capitalista como a “sociedade do cansaço”, pois o homem se esforça a maior parte do tempo para conquistar lucros, e por conta desse trabalho árduo, se encontra em um estado constante de exaustão. Esse esgotamento faz com que as pessoas não incluam a prática de atividades físicas em suas rotinas, tornando-as sedentárias.
Portanto, é indispensável intervir sobre o empecilho. Para isso, as empresas privadas devem conscientizar seus empregados a respeito da necessidade de dedicar um tempo ao exercício físico, por meio de palestras com profissionais da área, com o intuito de melhorar não só a saúde de seus funcionários como o desempenho e a assiduidade, auxiliando na neutralização do problema a longo prazo. Além da necessidade da autorregulação do uso da internet por parte de todos. Apenas dessa forma teremos o direito à saúde previsto pela ONU.