Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 24/10/2021
Segundo dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60% da população é sedentária, esse número reflete a relação que os cidadãos possuem com a atividade física e como essa impacta a vida de todos os brasileiros que não praticam esportes. Assim, o sedentarismo tornou-se um mal do século, pois muitos associam apenas a prática de atividades ao corpo esbelto, esquecendo-se da importância que essa tem para a saúde. Ou seja, muito além de um abdômen definido ou de pernas torneadas, deixar de ser sedentário é fundamental para um bom funcionamento metabólico do corpo.
Primeiramente, para uma pessoa não ser considerada sedentária, segundo dados da OMS, é importante que ela realize em média 10000 passos diários, o que equivale a cerca de trinta minutos de atividade física. Deste modo, valores abaixo deste número são inferiores e podem trazer danos para a saúde dos cidadãos, sendo o índice de 2500 passos considerado crítico e contribuindo diretamente para problemas metabólicos. Logo, as enfermidades que mais costumam surgir nesses públicos é, além do ganho de peso, a diabete, pressão alta, enfarto e, em alguns casos, a mortalidade precoce. Deste modo, fica notável a importância de atividades físicas para o corpo, é preciso que haja movimento para te um bom metabolismo e ausência de doenças.
Vale ressaltar que algumas pessoas tem um pensamento errado acerca dos exercícios, muitos pensam que estes são apenas para prover um corpo bonito e aceito esteticamente, quando não é o que ocorre. Assim, existe muitos que optam por atividades físicas que não atuam no ganho de massa muscular diretamente, mas contribui para um bom funcionamento cardiorrespiratório: a corrida e a natação são alguns exemplos disso. Deste modo, percebe-se como o sedentarismo é um fator social, o que vai de encontro com a teoria sobre a banalidade do mal da filosofa Hannah Arendt, a qual falava sobre o comportamento humano ser enraizado e tornar-se frequente a medida em que se reproduz. Ou seja, nas famílias onde os pais não realizam atividades físicas, dificilmente os filhos terão outra influência, criando um ciclo social sedentário, o que contribui para os altos índices dessa doença.
Por fim, deixar de ser sedentário é fundamental para um bom desempenho físico e psíquico, além de que as atividades físicas previnem muitas doenças. Desta forma, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o da Educação a criação de um projeto que envolva os postos de saúde das cidades e as escolas, com o desenvolvimento de atividades físicas gratuitas para o alunos e uma carteirinha que dê descontos em academias, escolas de ginastica e natação. Deste modo, haverá um maior incentivo dos alunos, o que contribuirá para que desde pequenos façam exercícios, criem hábito e cresçam como adultos ativos, assim, os índices de sedentarismo do pais poderão diminuir.