Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 15/11/2021

No filme Wall-E após passar anos em uma espaçonave a humanidade não precisa mais fazer nenhum esforço físico, utilizando máquinas para praticamente tudo. Hodiernamente, as tecnologias cada vez mais diminuem a necessidade da atividade física. Entretanto, tais adventos tecnológicos ocasionam malefícios para a saúde, como a subsequente sedentarização, que se consolida na sociedade brasileira em virtude das tecnologias e da falta de tempo.

Convém ressaltar, a princípio, que a presença das tecnologias no cotidiano é um fator determinante para a persistência do problema. Embora tenha causado grandes avanços em termos de tecnologia e ciências, a Terceira Revolução Industrial se tornou um marco para a consolidação da relação humano-computador de uma maneira nunca vista antes na história. À vista disso, muitas atividades deixaram de precisar de esforço físico e consequentemente a sociedade se tornou mais sedentária.

Outro ponto relevante nessa temática é a falta de tempo aparente, fenômeno que vem acometendo cada vez mais a nação. Desde a mudança da sociedade nômade para a chamada sedentária a necessidade de fazer esforço físico para a sobrevivência diminuiu drasticamente. Desse modo, a atividade física contemporânea foi relacionada, erroneamente, com apenas a estética. Embora a matéria Educação Física seja obrigatória nas escolas do país após a formação, muitos jovens não têm consolidada a importância da prática de atividade física para sua saúde, direcionando seu tempo para atividades que os tornam ainda mais sedentários.

Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação, juntamente com as escolas e o Governo Federal, crie um programa de incentivo a diferentes atividades, direcionado às escolas públicas. Por meio do programa, professores escolheriam equipamentos diferenciados, que seriam enviados às escolas para serem usados durante as aulas de Educação Física e possibilitariam uma abrangência de atividades distintas. Além de ensinar o uso correto dos equipamentos, os profissionais deveriam dar ênfase à continuidade da atividade física para a saúde. Assim, os cidadãos estariam cientes dos perigos do sedentarismo e teríamos um país mais saudável.