Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 20/10/2021

Saúde é um completo estado de bem-estar físico, mental e social, e, segundo a Constituição Federal de 1988, é também um direito universal dos brasileiros. Entretanto, o país não está tendo sucesso em garantir essa regalia aos cidadãos, visto que, de acordo com o IBGE, 46% dos adultos brasileiros são sedentários. Logo, se torna necessário que, não só as escolas, como também a iniciativa privada, incentivem exercícios físicos.

Em primeiro plano, é válido mencionar que os colégios, como formadores de opiniões e costumes, têm o poder de moldar as crianças de hoje, que serão os adultos de amanhã. Nesse sentido, o psicólogo Vygotsky diz que o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio em que está inserido. Dessa forma, com as escolas abordando não apenas a importância, mas também a variedade de atividades existentes, elas irão mostrar que todos podem achar um exercício que gostem e sintam prazer fazendo. Por conseguinte, os alunos criarão o hábito de se exercitarem e se tornarão adultos saudáveis futuramente.

Vale ressaltar, também, que trabalhos de pouco gasto calórico devem estimular ainda mais as atividades físicas. Na série americana “The Office”, o personagem Stanley, que trabalhava em um escritório, vivia uma vida sedentária e estava acima do seu peso, sofreu um infarto mesmo não tendo uma idade tão avançada. De forma análoga, não é raro que pessoas com esse estilo de vida tenham problemas de saúde, como ataques cardíacos. Dado o exposto, torna-se imprescindível que empresas, principalmente de escritórios, fomentem exercícios físicos, para que situações como a do Stanley sejam menos frequentes.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de reverter o cenário atual. Para isso, compete ao Ministério da Saúde realizar campanhas de conscientização sobre a importância das atividades físicas e sua diversidade em colégios e escritórios. Essas ações devem ser feitas por meio de parcerias com ambas instituições, uma vez que nas empresas seriam disponibilizados vale exercícios, que funcionariam como um vale alimentação, todavia com academias e locais do gênero, para convencer os funcionários a se exercitarem, com o objetivo de que o sedentarismo não seja mais um obstáculo no Brasil. Dessa forma, o Estado poderá, finalmente, garantir o direito proposto pela Carta Magna.