Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/10/2021

O sistema público da saúde brasileira vem apresentando um crescimento de cidadãos que apresentam doenças relacionada ao estilo de vida, tendo o sedentarismo um agravador dessas enfermidades. Nessa perspectiva, é notório o regresso populacional diante das evoluções tecnológicas, pelo fato da facilidade do cotidiano e da diminuição dos gastos calóricos que favorecem à sedentarização. Logo, é visível o desafio da mudança comportamental dos brasileiros para reverter esse cenário de crise na saúde pública.

Em primeira análise, o Sistema Único de Saúde (SUS) apresentou que cerca de 80% dos pacientes na pandemia do COVID-19 relatavam o histórico de sedentarismo e de problemas cardiorrespiratórios, conforme o Ministério da Saúde. Nesse contexto, é alarmante a alta demanda exigida aos pacientes sedentários devido ao estilo comportamental adotado, por falta de incentivos esportivos e de projetos sociais que modifique essa lamentável realidade. Com isso, a invisibilidade dos debates sobre as práticas sociais contribui com o silenciamento da inatividade física, acelerando o surgimento das doenças oportunistas - obesidade, diabetes, problemas respiratórios e cardiovasculares.

Em segunda análise, o tabu social sobre o sedentarismo e o crescimento desenfreado das doenças resultam na superlotação do SUS e agravando a saúde brasileira, de acordo com a Revista Veja. Dessa maneira, o relativo abandono dos órgãos públicos na saúde do Brasil é lamentável pela a falta de gestão e que acelera a doença do século: sedentarismo. Diante desse desafio social, o médico Carlos Tavares em parceira com educadores físicos une-se em prol da mitigação das doenças sociais - inatividade, obesidade- e levando a prática esportiva as comunidades carentes para incentivar o lazer e o exercício coletivas. Logo, a necessidade de romper com o enraizamento das doenças oportunistas na sociedade é preciso ação da comunidade brasileira na mudança comportamental para adotarem maneiras saudáveis para viver de forma ativa na prática esportiva com centros poliesportivos nos espaços públicos.

Portanto, frente ao desafio populacional de combate ao mal do século da saúde, é urgente a atuação do órgão público para reverter e transformar a realidade brasileira. Nesse cenário, cabe ao Estado implementar projeto de incentivo ao esporte nas comunidades, escolas e casas de repouso, por meio de parcerias com centros esportivos - escolas, clubes de futebol e ONGs nas comunidades- tendo o suporte físico para execução da atividade física. Com isso, contribuindo na melhoria da qualidade de vida na nação brasileira. Para que assim, a saúde brasileira tenha uma redução da superlotação e a transformação o mal do século em um problema resolvido com uso esporte e levando bem-estar social.