Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 26/10/2021

Sob a perspectiva histórica, no período neolítico, o homem nômade que vivia da caça, se torna sedentário, ou seja, iniciou-se a atividade agrícola e passa a ter uma habitação fixa. Percebe-se no mundo contemporâneo a dependência tecnológica, na qual o indivíduo se torna refém de aparelhos eletrônicos e despreza a atividade física, além das mudanças nos hábitos alimentares com a preferência de “Fast Food”.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6°, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, tal prerrogativa na prática não tem se reverberado com ênfase. Em analogia com o filme “Wall-E”, observa-se uma sociedade composta por pessoas obesas, que são dependentes de robôs para executar atividades básicas no cotidiano, como andar. Por analogia, com os avanços tecnológicos, a população cria um vício digital e substituem os esportes e exercícios físicos pelo ciberespaço, impulsionando o sedentarismo, dificultando a universalização do direito social que assegura a Magna Carta.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país mais sedentário da América Latina. Analisa-se no documentário “Super Size Me”, o problema da obesidade nos Estados Unidos, na qual o diretor faz uma dieta baseada em “Fast Food”, alimentos não saudáveis, durante 30 dias, e no final apresentou efeitos físicos e mentais, como o aumento da massa corporal, problemas de saúde, alterações psicológicas, entre outros. Portanto, a alimentação saudável é essencial para evitar o sedentarismo.

Dessa forma, é imprenscindível combater os entraves do sedentarismo. Por isso, é papel do Ministério da Saúde, promover campanhas para o combate da obesidade, por meio de exercícios físicos em lugares públicos, para que toda população tenha acesso à atividade esportiva. Paralelamente, as empresas de “Fast Food”, deve garantir ao consumidor as informações nutricionais no cardápio e proporcionar opções saúdaveis com baixo teor calórico em seu menu. Assim, consolidará o bem-estar da sociedade, distanciando da realidade apresentada na animação “Wall-E”.