Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 29/10/2021
A série televisiva Quilos Mortais retrata a rotina de pessoas que apresentam sobrepeso derivado de transtorno alimentar associados ao sedentarismo, pois, nem sempre se pode associar o peso de um indivíduo a prática ou não de atividade física. Nesse contexto, o estigma relacionado ao sedentarismo sobre ser o grande mal do século é ratificado com o aumento do número de casos no Brasil de doenças relacionadas a falta de realização de exercícios físicos. Desse modo, faz-se necessário democratizar o acesso às informações sobre os malefícios da não realização de atividade física e incentivar a prática.
Em primeiro lugar, a falta de conhecimento sobre o tema gera um preconceito quando se trata desse assunto, levando ao estigma de que apenas pessoas acima do peso são sedentárias, quando na realidade é a não realização de qualquer movimentação do próprio corpo em favor da saúde. Segundo Adorno, a Indústria Cultural leva a sociedade a acreditar que ao nos encaixarmos em um padrão pré-determinado desse modo ocorrerá as relações sociais. Esse pensamento é aquivocado, pois, cada indivíduo apresenta suas particularidades, devendo ser levado em conta sua rotina de trabalho e a disponibilidade para se exercitar e a tentativa de colocar um pessoa em uma rotina saudável à força poderá acarretar a falta de interesse em ter uma rotina saudável.
Outrossim, a dificuldade em encontrar espaços públicos que tenham aparelhos para a realização de ginástica afeta a qualidade de vida de quem necessita exercita-se. De acordo com Thomas Hobbes, cabe ao Estado garantir, priorizar e assegurar o direito do cidadão. Essa premissa não ocorre no Brasil, pois, a falta de investimento público em aparelhos de qualidade e que possam ser usufruidos de modo gratuito não estão sendo disponibilizados com deveriam, ocasionando a evasão desse público que necessita romper a barreira do sedentarismo.
Infere-se, portanto, tornar acessível informações sobre as questões maléficas do sedentarismo e induzir a prática. Para tanto, o Ministério da Educação deve, com suporte do Ministério da Saúde, inserir a discussão a cerca do mal derivado de ser uma pessoa sedentária nas escolas, por meio de alteração na Base Nacional Curricular Comum, aos quais afetarão as disciplinas de filosofia, sociologia, biologia e educação física, a fim de formar cidadãos mais tolerantes e conhecedores dos malefícios de ser sedentário. Além disso, a Mídia como detentora da propagação de informação deve formentar a empatia social, utilizando-se de publicidades que valorizem a esporte visando o aumento da prática esportiva, para que assim possamos ser uma sociedade mais saudável.