Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 11/11/2021

Na pré-história, os hominídeos eram nômades e precisavam estar em constante movimento para buscarem alimento e proteção, porém com o passar dos séculos, os hábitos mudaram e os seres humanos se movem cada vez menos. Nesse contexto, a falta de movimento tem tornado o sedentarismo uma problemática muito presente na sociedade, sendo, até mesmo, considerado o “mal do século”, fazendo-se necessária a análise de sua causa e consequências para os indivíduos.                      Em primeiro plano, a modernização e o maior uso dos aparelhos eletrônicos tornou a vida das pessoas mais prática, contudo também incentivou uma rotina cômoda em que tudo é feito através de cliques sem ser necessário movimento algum, além dos dedos na tela. Todo esse processo causou um aumento dos casos de sedentarismo na população, realidade mostrada no filme Wall-e que retrata, num futuro distópico, bem próximo da atualidade, pessoas tão dependentes da tecnologia, ao ponto de não conseguirem realizar tarefas simples, como o levantar de uma cadeira. Apesar de parecer utópico, os efeitos desse problema nas pessoas ressaltam o quão próximos os dias atuais estão do que antes era abordado na ficção como uma fantasia distante.

Em consequência dessa modernização desenfreada, o sedentarismo acarreta graves adversidades na saúde dos seres humanos. A falta de movimento e exercício físico potencializa as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade, problemas posturais e doenças neurológicas. Além disso, consequências emocionais e psicológicas são também preocupantes, e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o sedentarismo pode intensificar os sintomas da depressão, aumenta o estresse e a possibilidade de desenvolver transtornos de ansiedade. As novas diretrizes lançadas pela OMS sobre as consequências do sedentarismo ressaltaram a urgência na necessidade de mudanças individuais nos hábitos cotidianos e sobre a importância de adotar novas políticas públicas mais eficazes, para combater esse problema e suas consequências.

Portanto, são essenciais medidas operantes para o combate ao sedentarismo e dos seus efeitos na saúde das pessoas. Para isso, compete ao Ministério da Saúde investir na promoção de atividades que saiam do âmbito digital e sejam voltadas para o exercício físico, com a construção de academias ao ar livre que estejam acessíveis a toda população, sendo necessário apenas o agendamento de horário pela internet. Ademais, é fundamental o incentivo à prática de atividade física, na educação básica, com o implemento de novas modalidades esportivas, como dança, skate e surf, e apoio, pelo Ministério da Educação, à projetos que estimulem essa prática. Assim, a atual e futura gerações terão oportunidade de mudar os hábitos sedentários e esse problema deixará de se apresentar como o “mal do século”.