Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 09/08/2017
O sedentarismo tem sido destaque na sociedade do século XXI, atraindo olhares e preocupações. Porém, números indicam que a quantidade de sedentários só tem aumentado no mundo inteiro. Diante disso, o surgimento de comidas ultraprocessadas e o avanço de diversas tecnologias são pilares para esta ameaça global.
Deve-se destacar, primeiramente, que o crescente número de obesos está diretamente ligado aos casos de sedentarismo. Dessa forma, muitas pessoas com sobrepeso se acostumam com uma vida cheia de açúcar, comidas industrializadas e sem a prática de nenhuma atividade física. Segundo um estudo realizado pela Universidade Federal do Paraná, os alimentos ultraprocessados são os principais vilões da sociedade podendo causar doenças gástricas, obesidade, perda de disposição e até mesmo câncer. Muitos seguem a teoria da sociedade líquida do sociólogo Bauman, no qual preferem uma vida efêmera com prazeres momentâneos em detrimento de realizações a longo prazo. Logo, mudar esta realidade é uma necessidade e não um fato opcional.
É importante destacar, também, que o advento de novas tecnologias está inteiramente associado ao sedentarismo. Dessa maneira, com a chegada dos smartphones, computadores portáteis e tablets todas as tarefas estão ao alcance de um “click” ou um “toque”, permitindo que as pessoas continuem na zona de conforto. Pesquisadores da Universidade de Harvard constataram que o número de sedentários aumentou cerca de 47% com o passar do século XXI.
Nesse sentido, é importante observar que o sedentarismo é um problema que assola todo o planeta e precisa ser combatido urgentemente. Portanto, é importante que haja uma parceria público-privada entre governos de países com alto número de obesos e redes mundiais de fast food, visando diminuir a quantidade de produtos industrializados e calorias. Ademais, propagandas e apresentações realizadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) objetivando mostrar os lados positivos de uma vida fisicamente ativa e condenar o sedentarismo. Para mais, investimentos privados em aplicativos de celular que incentivem a prática regular de exercícios físicos e motive o usuário.