Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 09/11/2021

Segundo a filosofia aristotélica, nada se reduz ao ato senão por algo anterior já em ato. Nesse contexto, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, não há muita iniciativa para a mudança em relação ao sedentarismo em nossa sociedade, dificultando, assim, uma possível solução para tal problema e colocando em foco uma população exposta a vários riscos de saúde tantos psicológicos como físicos, em virtude da escassa prática de exercícios. Sendo assim, urge uma ação necessária do governo para enfrentar essa problemática.

Em primeiro plano, vale lembrar que a Revolução Industrial foi um período de grande desenvolvimento na Inglaterra a partir da segunda metade do século XVIII. Proveniente desse  acontecimento, o mundo sofreu grandes transformações e um avanço tecnológico e, essa grande evolução, deu muito conforto e facilidade no cotidiano deixando as pessoas mais sedentárias e inflexíveis. Por conseguinte, a sociedade atual é muito propensa a ter problemas cardíacos, diabetes e morrer precocemente. Dessa maneira, a falta da prática de exercício pode trazer graves consequências para o futuro da saúde de um grande número de pessoas.

Ademais, o sedentarismo não só causa doenças físicas, mas também psicológicas. Nesse sentido, segundo uma pesquisa chinesa, pessoas sedentárias têm o risco 25% maior de contrair depressão, pois desenvolvem uma baixa autoestima por serem insatisfeitas com o seu corpo, e isso conduz a pessoa a diversas inseguranças.

Tendo em vista os argumentos apresentados acima, cabe ao governo, em parceria com o Ministério da Saúde, por intermédio das leis constitucionais, promover meios mais eficazes para que toda a população possa praticar alguma atividade física no cotidiano. Devem, portanto, melhorar as praças públicas com equipamentos de esportes físicos, com o fim de dar maior incentivo a todos os cidadãos a abandonarem a sua vida sedentária e terem melhor qualidade de saúde. Também, cabe aos governos locais, por meio das redes sociais e profissionais da saúde, promover anúncios e informações sobre os bons resultados dos exercícios físicos, visando ajudarem as pessoas de baixa autoestima a não desenvolverem uma futura depressão ou qualquer outra doença psicológica. Dessa maneira, como explica a filosofia aristotélica, que para que algo mude ela já precisa estar acontecendo, ou seja, em ato o sedentarismo não irá se tornar o grande mal do século.