Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 08/11/2021

O século 21 é pautado em tecnologias que facilitam a vida, desde os alimentos congelados para aumentar a praticidade até telas que nos conectam com pessoas/lugares de qualquer lugar do mundo. Entretanto, como os corpos estão lidando com a possibilidade de fazer tudo do sofá de casa? A falta de movimentação ao extremo leva ao estilo de vida sedentário, com baixa qualidade de vida e riscos maiores para certas doenças. Então, como a falta de informação, a dificuldade de inclusão de melhores hábitos na vida da massa e os valores de monitorar a saúde operam nesse mal que atinge tantas pessoas? Assim, medidas são necessárias para atenuar essa realidade.

A priori, salienta-se que as informações sobre o perigo do sedentarismo são ocultadas para a maioria e que por consequência não há impulso para uma mudança no estilo de vida. Para compreender a gravidade do assunto, há os dados de 2019,da Organização Mundial da Saúde (OMS), que expunha que 70% população mundial é sedentária, e que nestes, a chance de desenvolver derrame cerebral é 50% mais alta do que de indivíduos saudáveis. À luz dessa ideia, é factual que o sedentarismo é grave e atinge milhares de pessoas que sequer o sabem, e, que para uma melhora, estes e outros dados devem ser divulgados para emitir um alerta em uma população baseada no imediatismo e nas buscas de soluções fáceis para o dia a dia.

Ademais, não pode se esquecer da realidade permeada por jornadas longas de trabalho, deslocamentos extensos e o valor alto de locais como academias, salas de pilates e outros que são voltados para atividade física, configurando a necessidade de inclusões de simples mudanças diárias para que as pessoas se movimentem mais, além de um investimento público para que o acesso à saúde seja mais igualitário. Ainda mais, como um ótimo exemplo de inclusão gratuita de exercícios, é possível falar das academias ao ar livre, um conceito de colocar aparelhos em praças públicas e ampliar o acesso ao exercício para toda à população, tal projeto já existe em países como China, Espanha e até no Brasil.

Destarte, medidas são necessárias para mitigar esse problema,  no Brasil, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, criar cartazes informativos sobre as consequências de uma vida sedentária e os benefícios da prática de exercícios, além de criar comerciais informativos que sejam apresentados na televisão e no metrô/trem ao longo do país, ademais criar palestras em horário escolar sobre o assunto; às secretarias de infraestrutura estaduais cabe aprimorar as academias ao ar livre já existentes e disponibilizar bicletas para uso da população,com valor simbólico que será ressarcido após a devolução do item. Para que, progressivamente o sedentarismo seja combatido na sociedade.