Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 09/11/2021
Segundo a tese de Thomas Sowell, economista estadunidense, quando a sociedade quer o impossível, apenas os políticos mentirosos podem satisfazê-la. Nesse sentido, no contexto brasileiro, a tese defendida por esse americano aponta para o fato de que os governantes não estão agindo de forma efetiva para superar o problema do sedentarismo em questão no Brasil. Destarte, é necessário discutir as principais causas desse problema, que são: os avanços tecnológicos e a omissão do Poder Público.
Nesse ínterim, os desenvolvimento tecnológicos são um dos principais responsáveis pelo agravamento desse fenômeno, uma vez que eles exigem cada vez menos a necessidade dos indivíduos se deslocarem. Um exemplo que concretriza esse fato é o do uso do aplicativo ifood que leva o pedido até a casa das pessoas, de maneira que essa praticidade gerada pelos equipamentos tecnológicos contribua de forma negativa na vida desses usuários ao impedirem que os mesmos realizem algum tipo de exercício físico. Posto isso, é revoltante que em um país de alta taxa tributária, o governo não invista em políticas públicas que evitem esses comportamentos de inatividade.
Outrossim, é notória a ineficiência do aparato institucional na garantia de uma educação eficiente e de qualidade, diferente do que prevê a constituição de 1968. A evidência desse cenário ocorre pela ausência de debates nas escolas, por meio de médicos especializados, acerca da importância da realização de atividades físicas para que doenças provenientes das práticas sedentárias sejam evitadas, como a obesidade, diabetes e morte precoce. Logo, é inadmissível que em um país signatário dos Direitos Humanos, o Estado transgrida a disseminação dessas informações, de forma que a saúde da população seja comprometida.
Portanto, urge ao Ministério da Educação, importante órgão do governo, promover palestras educativas que salientem a importância da prática de exercícios físicos para a saúde, por intermédio de médicos especializados e do bom aproveitamento de impostos. Espera- se, com essa medida, que as práticas do sedentarismo sejam mitigadas.