Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 10/11/2021
Durante a pré-história , período anterior à invenção da escrita, o homem sobrevivia a partir da caça de animais e da coleta de frutas e cereais, porém, com a Revolução Agrícola, houve a sedentarização da espécie, devido ao desenvolvimento da agricultura. Nessa óptica, o declínio do nomadismo provocou transformações sociais que potencializaram ainda mais os hábitos sedentários, uma vez que resultou na diminuição do esforço físico. Desse modo, a adoção de tais costumes representam um grande mal para a sociedade, já que prejudicam a saúde humana.
Sob esse viés, é importante compreender que o passado histórico e o surgimento de novas formas de organização moldaram o estilo de vida da humanidade. Nesse sentido, a frase “não domesticamos o trigo, o trigo nos domesticou” do historiador Yuval Noah Harari na obra “Sapiens” demonstra que tal cereal, em virtude dos cuidados que exigia durante a plantação e a colheita, estimulou o surgimento de casas, de novos hábitos alimentares e das primeiras civilizações. Assim, depreende-se que sem esse acontecimento ocorrido no Neolítico não haveria a conveniência e a praticidade da vida moderna, na qual até mesmo o trabalho, as compras e a realização de serviços bancários podem ser realizado em ambientes domésticos. Portanto, nota-se que embora muita antigo, os acontecimentos pré-históricos ainda moldam o homem.
Por conseguinte, a má alimentação e a falta de exercícios físicos desencadeiam o surgimento da obesidade, do diabetes e das doenças cardiovasculares. Em virtude disso, para Dráuzio Varella, médico brasileiro, o sedentarismo é o ‘’Pai de todos os males”, uma vez que potencializa diversas enfermidades, além de ser responsável pela diminuição da qualidade vida. Sob esse prisma, torna-se mais difícil a realização de pequenas práticas, por exemplo, uma pequena caminhada, subir as escadas do apartamento e até mesmo falar são atividades cansativas para o ser humano moderno, por causa da rotina em escritórios em vez da coleta e da caça realizados no passado. Logo, percebe-se que o abandono da vida sedentária é mister para o aumento da expectativa de vida.
Destarte, é fulcral que o Estado - órgão responsável pela garantida dos direitos civis- fomente a difusão de hábitos saudáveis por meio da construção de academias ao ar livre, quadras e ginásios poliesportivas, além do incentivo fiscal a produtores orgânicos e a criação de campanhas publicitárias incentivando uma alimentação balanceada. Assim, formando uma sociedade conhecedora dos males da vida sedentária e com acesso aos mecanismos que permitem uma transformação na sua vida, consequentemente, gerando o aumento o IDH da população e o permitindo um maior bem-estar físico e mental.