Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/08/2017
No período Neolítico, o ser humano passa a fixar-se num território devido ao aprimoramento da agricultura. Atualmente, com a evolução da tecnologia computadorizada, o homem tornou-se sedentário e, consequentemente, mais dependente. Nesse contexto, deve-se analisar como os distúrbios psicológicos e a busca pela facilitação do cotidiano influem nessa problemática e suas implicações na contemporaneidade.
Os transtornos mentais são os principais responsáveis pela crescente dependência do homem sedentário. Isso decorre do auto-isolamento do indivíduo, que passa a buscar consolo de sua solidão na companhia de amigos virtuais e jogos online. O ser, então, segundo o oncologista Drauzio Varella, passa a ter uma rotina sedentária, nociva à sua saúde. Tal fato torna o sedentarismo o grande mal do século, pois além de ocasionar grande submissão humana à robótica, também acarreta diversas atrofias orgânicas e deficiências funcionais ao corpo humano.
Ademais, nota-se, ainda, que a atratividade das facilidades que a tecnologia impõe ao cotidiano também é responsável pela dependência do sedentário. Segundo Zygmunt Bauman, a globalização tornou as relações fluídas e artificiais, sendo assim, a lógica consumista influencia diretamente no comportamento do ser, que se isola ao voltar-se às inovações do mercado da robótica. Em consequência disso, segundo o filósofo Mario Cortella, haverá o desenvolvimento de um sedentarismo mental e cognitivo, fruto da posição de passividade causada no cidadão pelos produtos de consumo.
O homem, portanto, é influenciado pela facilidade que a tecnologia impõe ao seu dia-a-dia e acaba por tornar-se sedentário. Para a resolução da problemática, é imprescindível que o Ministério da Saúde promova campanhas com folhetos informativos a respeito dos problemas ocasionados pelo sedentarismo, a fim de erradicá-lo da sociedade. Bem como, que o poder Legislativo apresente uma lei que decrete obrigatório o acompanhamento de panfletos aos eletrodomésticos vendidos, que incentivem a prática de atividades físicas e a interatividade social entre os indivíduos. Só assim se poderá extinguir o sedentarismo da realidade contemporânea.