Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 17/11/2021
À luz da História, o primeiro relógio surgiu nos montes, para melhor controlar o tempo, e, posteriormente, foi incorporado pela sociedade, transformando-se no dispositivo intensificador do sedentarismo moderno. Na ótica da industrialização, a vida precisa adequar-se a uma rotina intensa, maximizando as horas trabalhadas e reduzindo as livres. Assim, seja pela ineficiência governamental em regular a carga laboral, ou pelo reduzido comprometimento das instituições com o direito à saúde do cidadão, os indivíduos estão cada vez mais distantes de alcançar o bem-estar.
Sob a perspectiva da ineficiência, percebe-se a não adaptação das leis trabalhistas ao novo cenário. Paralelamente, segundo a teoria do “Estado de Bem-estar social”, do filósofo John Keynes, pautada no dever governamental de garantir direitos básicos, como saúde, é viável contrastar com a atitude atual desse agente. Ademais, as políticas públicas falham ao não exigir maior distanciamento do trabalhador com o dever laboral, que evita a sobrecarga, possibilita atividades de lazer, rompe com o sedentarismo e proporciona a qualidade física e mental. Dessa maneira, o tempo livre é fundamental para a vida dos sujeitos e essa deve ser assegurada pelo estado moderno.
Em consonância, outro ponto importante é a tentativa das instituições não governamentais de rasurar pactos médicos. Outrossim, segundo a Endocrinologia, os sujeitos devem, visando a saúde, alimentarem-se sem grandes intervalos e realizar exercícios físicos constantemente, sendo isso contraposto à realidade, onde há apenas intervalo para almoço e a carga horária semanal, somado aos outros afazeres cotidianos, mimam a possibilidade de realizar atividades físicas. Logo, o corpo civil também tem responsabilidade com os direitos individuais.
Portanto, para resolver a ineficiência governamental, cabe às ONG’s, atores cientes da realidade cotidiana, pressionar o Poder Legislativo para implementar restrições legais ao limite de trabalho fora do ambiente próprio, por meio de manifestações populares, a fim de assegurar tempo livre para a realização de atividades físicas. Também, é vital a atuação da mídia, devido ao seu poder de influência social, na produção de reportagens sobre os benefícios corporativos alcançados por uma equipe saudável, por intermédio de estudos de endocrinologista, com o intuito de estimular a adoção de estratégias não sedentárias. Por fim, pela articulação de diferentes setores, será possível minimizar os efeitos deletérios do controle do tempo na contemporaneidade.