Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/11/2021

Na animação Wall-E da Pixar, os seres humanos são obrigados a viverem em uma nave espacial onde tudo é automatizado, o que os tornou completamente sedentários e dependentes da tecnologia. Fora da ficção, essa premissa também se faz presente no cenário brasileiro, uma vez que o sedentarismo se tornou o grande mal do século. Ademais, essa é uma grande problemática, por isso covém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para nossa sociedade.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que combatam o sedentarismo. Já que, tal problema vem permeando pela sociedade e culminando em uma série de adversidades, a exemplo disso, destaca-se o aumento do número de casos de diabetes ao ano entre o público de até 15 anos, resultando em quase 100 mil casos que aumentam com o avanço da idade, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma quebra do contrato instituído entre o Estado e o povo, na qual o órgão eleito deveria equilibrar as ações da comunidade, buscando o contínuo desenvolvimento sustentável. O que infelizmente não ocorre, tendo em vista a situação vivida pelo corpo social.

Faz-se mister, ainda, salientar a má educação alimentar como um impulsionador do problema. De acordo com o documentário “Super Size Me”, o ser humano tem se alimentado cada vez pior, ingerindo em um dia calorias suficientes para uma semana. E mesmo assim,  a acomodação continua persistindo entre todos, o que influi no acúmulo de gordura, que é ruim para o funcionamento do corpo e provoca diversas doenças, como ataques cardíacos. Diante desse contexto, é perceptível na sociedade uma cultura alimentar que visa ingerir grandes quantidades de comida, pois somente assim se consideram saciados. Todavia, essa atitude, alavancada pelo aumento das redes de “fast-foods”, imprimem a carência de conhecimento popular, tendo em vista o mal causado por esse tipo de refeição que faz parte do cotidiano de grande parte da população, principalmente os mais jovens.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela administração da educação no país - trabalhar diretamente na raiz do problema: a educação defasada. Por meio de investimentos em todas as escolas, especificamente na área de Educação Física, fornecendo equipamentos adequados e orientando o professor à tornar suas aulas cada vez mais práticas, saindo da comodidade da sala de aula. A fim de tornar a forma de escapar do mal do século palpável para todos. Feito isso, será possível que a ociosidade enfrentada pelos humanos em Wall-E não passe de mera fantasia.