Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 22/11/2021

Na animação Wall-E da Pixar, os seres humanos são obrigados a viver em uma nave espacial onde tudo é automatizado, o que os tornou completamente sedentários e dependentes da tecnologia. Fora da ficção, essa premissa também se faz presente no cenário brasileiro, uma vez que o sedentarismo se tornou o grande mal do século. Ademais, essa é uma grande problemática, por isso covém analisarmos as principais causas de tal postura negligente para nossa sociedade.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que combatam o sedentarismo. Já que tal problema vem permeando pela sociedade e culminando em uma série de adversidades, a exemplo disso, destaca-se o aumento do número de casos de diabetes ao ano entre o público de até 15 anos, resultando em quase 100 mil casos que aumentam com o avanço da idade, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma quebra do contrato instituído entre o Estado e o povo, na qual o órgão eleito deveria equilibrar as ações da comunidade, buscando o contínuo desenvolvimento sustentável, o que, infelizmente, não ocorre, tendo em vista a situação vivida pelo corpo social.

Faz-se mister, ainda, salientar a má educação alimentar como um impulsionador do problema. De acordo com o documentário “Super Size Me”, o ser humano tem se alimentado cada vez pior, ingerindo em um dia calorias suficientes para uma semana. E mesmo assim, a acomodação continua persistindo entre todos, o que influi no acúmulo de gordura, que é ruim para o funcionamento do corpo e provoca diversas doenças, como ataques cardíacos. Diante desse contexto, é perceptível na sociedade uma cultura alimentar que visa ingerir grandes quantidades de comida, pois somente assim se consideram saciados. Todavia, essa atitude, alavancada pelo aumento das redes de “fast-foods’, imprimem a carência de conhecimento popular, tendo em vista o mal causado por esse tipo de refeição que faz parte do cotidiano de grande parte da população, principalmente os mais jovens.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem essa problemática. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão responsável pela administração da educação no país - trabalhar diretamente na raiz do problema: a educação defasada. Por meio de investimentos em todas as escolas, especificamente na área de Educação Física, fornecendo equipamentos adequados e orientando o professor a tornar suas aulas cada vez mais práticas, saindo da comodidade da sala de aula. Para que assim, possam existir formas eficientes para escapar do mal do século palpável para todos. Feito isso, será possível que a ociosidade enfrentada pelos humanos em Wall-E não passe de mera fantasia.