Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 16/08/2017
O peso da sociedade
Desde o começo da história da humanidade, o ser humano viveu a base de alimentos naturais, sem nenhuma transformação profunda nas comidas. Entretanto, com o advento da Revolução Industrial, a sociedade vem transformando cada vez mais os alimentos, sendo através da genética ou do processo fabril. Portanto, uma sociedade que consome elevados níveis de alimentos industrializados seja obesa, sendo um problema de saúde pública e social.
Primeiramente, é necessário entender o que são os fast foods e como eles atuam no corpo humano. A grande maioria das redes alimentícias fornecem ‘hambúrgueres’ e ‘hotdogs’, compostos de muito açúcar, sal, gorduras e carboidratos. Como consequência, a sociedade tem ficado com mais diabetes, hipertensão e obesidade (podendo trazer problemas de articulação, conjunção, postura e outros).
Infelizmente, isso acarreta em problemas sociais, pois com grande parte da sociedade sendo obesa, há uma necessidade de uma luta contra o preconceito. Associado aos grupos feministas, diversas mulheres obesas lutam contra a ‘gordofobia’. Porém, com a luta pela aceitação do corpo, a obesidade tem se tornado algo comum e visto como saudável, algo que não condiz com a realidade, pois como vimos, o excesso de peso pode trazer diversos problemas de saúde ao indivíduo.
Mas também, traz dificuldades para o sistema de saúde e maiores gastos ao Estado. Com o aumento de indivíduos doentes, há uma sobrecarga nos hospitais e maiores gastos com remédios, médicos e enfermeiros. Além de gastos com a prevenção da obesidade, há outros gastos públicos, como a construção de equipamentos para exercícios em praças públicas e criação de ciclovias. Podendo aumentar os impostos ou racionar em outros setores, sendo prejudicial a população e ao desenvolvimento social e econômico.
Portanto, é necessário que a obesidade seja combatida como saúde e ideologia. O Estado não deve proibir a comercialização dos fast foods e nem mesmo adotar práticas coercitivas (como a proibição de sal nas mesas ou de refil de refrigerantes em redes alimentícias), entretanto, deve agir por meio do setor da educação, ensinando uma alimentação saudável nos ensinos fundamentais e médios, além de incentivar a prática de esportes nas aulas de Educação Física. Mas também, grupos que lutam contra a ‘gordofobia’ devem auxiliar tais pessoas a buscarem um estilo de vida mais saudável e mostrar a sociedade os efeitos negativos da obesidade e dos alimentos industrializados em excesso. Assim, será possível que a sociedade se torne mais responsável pelo corpo e seus cuidados.