Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 15/08/2017
“Sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano“ a conclusão de John Stuart se afasta gradativamente da atualidade, visto que, cada vez mais cedo, o homem é afogado por ondas determinadas pela época em que está inserido. No presente, nota-se então, que a agitação e falta de tempo moderna influenciam, e muito, na má alimentação e ausência de atividades físicas práticas por ele. Constatando que entre fast foods e comodismo é moldada a sedentária imagem contemporânea.
Em razão disso, em primeiro lugar, destaca-se que os conceitos da teoria de liquidez proposta Bauman, são muito presentes, e de certa forma, ajudam a desencadear o sedentarismo. Por isso, levando em conta que de acordo com o sociólogo, a praticidade e falta de tempo atual torna superficial as relações humanas, as relações alimentares e a saúde física restaram posições ainda menos importantes. Logo, dentre a correria do dia a dia, reservar um tempo para pratica de uma atividade física ou de um bom almoço, que a principio é fundamental, hoje se tornou luxo.
Ademais, outro elemento essencial para a construção do sedentarismo nas populações é a indústria, que incentiva o consumo de produtos sem valor nutricional, e torna desinteressante o hábito esportivo. Há quem diga, no entanto, que ela por manter disponíveis opções mais saudáveis, deixa a escolha do consumidor optar por diferentes estilos de vida.Esses parecem se esquecer do grande preço das alternativas saudáveis, que torna inviável a sua compra. Alem disso, a variedade de atrativos nos celulares, e computadores introduzem, cada vez mais, as pessoas a uma vida estática.
Por conseguinte, para que a conclusão de Stuart faça sentido, cabe ao indivíduo definir melhor suas prioridades e procurar subir as necessidades de seu corpo, aderindo assim, a prática de atividades físicas regulares, e a uma alimentação consciente. Quando ao Ministério da Fazenda fica a responsabilidade de equalizar os preços das mercadorias, pressionando as indústrias a abaixar as opções mais saudáveis, e incentivar a sua produção. Eis, assim, a criação de uma sociedade ativa e com saúde.