Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 01/02/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a presença do sedentarismo no século atual é um fato social patológico, configurando-se como gravíssimo para a coletividade. Sob esse viés, essa alarmante mazela não acontece somente devido à omissão estatal, mas, também, por causa da negligência da mídia.
Nesse panorama, o desleixo do poder público é um indubitável promotor da continuidade do sedentarismo no século hodierno. Diante disso, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Nesse prisma, o descaso do Estado é uma infeliz quebra do Contrato social, porque não presta a devida atenção a um problema de saúde pública, como o sedentarismo, deixando como legado um crescimento no número de obesos no país e, consequentemente, na quantidade de doentes. Sob essa ótica, o poder público é inoperante nesse caso, já que não presta serviços básicos, como o necessário combate ao sedentarismo.
Ademais, a escassez de devido foco da imprensa é uma imperiosa incentivadora da persistência do sedentarismo no século vinte e um. Nessa perspectiva, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, os principais problemas são aqueles que são naturalizados. Sob esse sentido, a desatenção dos meios de comunicação à problemática do sedentarismo é uma notória banalização de um empecilho danoso, pois não usa do seu contato com o povo para expor as adversidades que assolam a comunidade e, assim, melhorar as condições de vida da população. Desse modo, a mídia é criminosa nessa situação, porquanto não cumpre sua função social, optando por afastar do debate cotidiano a exiguidade de prática de exercícios físicos por muitos brasileiros e as suas terríveis doenças atreladas, como chagas cardiovasculares e diminuição da expectativa de vida, comprovado pela AMC (Associação Médica Brasileira).
Portanto, para que haja uma mitigação do imbróglio do sedentarismo no século atual, os congressistas devem, com o apoio da iniciativa privada, aumentar a carga horária de Educação Física nas escolas, por meio da sanção do presidente, com o fito de tornar o país melhor e, por conseguinte, próspero. Além disso, a imprensa deve, com a ajuda da opinião pública, criar campanhas de conscientização sobre a importância de ser ativo fisicamente, por meio de cartazes publicitários, veiculados na internet e nas bancas de jornais, a fim de colocar as ideias de Thomas Hobbes em prática.