Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 21/08/2017
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, assegura a todos a saúde como um direito. Entretanto, o crescente aumento no número de pessoas sedentárias e a falta de atenção ao problema vai de encontro com a lei, oferecendo riscos ao bem estar público. Isso se evidencia não apenas pelas consequências desse estilo de vida, como também pela mentalidade social.
Desde os processos denominados “Revoluções Industrias” e a ascensão do capitalismo, o homem tem dedicado grande parte de seus esforços ao trabalho em escritórios e veículos. Analogamente, a maioria da população adulta, que de acordo com o IBGE representa 46% dos sedentários, dedica poucos minutos ou até nenhum para praticar atividades físicas, assim, ficando abaixo do gasto calórico semanal recomendado. Diante disso, ocorre o desenvolvimento de diversas doenças como a obesidade e a diabetes, logo, se tornando um problema de saúde pública.
Além disso, segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, “o ser humano é uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências”. Indubitavelmente, percebemos que o filósofo está correto em sua afirmação, pois é perceptível que as novas tecnologias têm mudado os costumes da sociedade, tornando as novas gerações mais propensas a não fazer exercícios e serem condicionados aos confortos do desenvolvimento. Sendo assim, a continuidade desse pensamento só pode ser interrompida por uma educação sobre a saúde desde a infância.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para combater o impasse. Nesse contexto, cabe ao governo incentivar a pratica de uma vida saudável, através da construção de ciclovias e a disponibilização de bicicletas para a população carente, a fim de permitir que aqueles que não têm tempo possam se exercitar no percurso para o trabalho e lazer. Ainda, cabe às escolas conscientizar as crianças sobre os perigos do sedentarismo, a partir de palestras com endocrinologistas que irão ensinar novos hábitos, visando mudar a mentalidade desde a juventude. Só assim o Brasil será um lugar melhor para todos.