Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 21/03/2022

Segundo Clarice Lispector, um dos maiores nomes da literatura brasileira, não se pode mudar o vento, mas é possível ajustar as velas. Nesse sentido, não é provável mudar a tendência de uma sociedade muito ocupada no trabalho ou em ferramentas, todavia é realizável ajustes para que os passa-tempos não atrapalhem na saúde, causando o sedentarismo. Nesse contexto, a problemática persiste na sociedade devido não só a falta de comprometimento com a saúde, como também a satisfação provocado pelas novas tecnologias.

Nesse cenário, convém ressaltar que a falta de comprometimento com a saúde é uma das causas do sedentarismo, pois gera doenças como colesterol, hipertemção arterial, ataques cardíacos, entre outras. Consoante ao filósofo polonês Zygmunt Bauman, o ser humano pós moderno tende a se comprometer menos com o futuro devido a fluidez de suas reações. Neste viés, é evidente que isso favorece o sedentarismo por que há grande preocupação com o presente, no trabalho, por exemplo, e pouca com as consequências de suas ações a longo prazo na saúde.

Ademais, a satisfação e vícios provocados pelas novas tecnologias é a razão na falta de tempo para praticar atividades físicas na maioria das pessoas. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de matade da população é sedentária. Dessa maneira, indubitavelmente é necessário medidas feitas pelos agentes compententes para provocar uma mudança de postura na população e resolver o sedentarismo, que certamente é o grande mal do século, uma vez que é o motivo para o desencadeamento de diversas doenças.

Logo, é notório que a problemática precisa ser solucionada. Cabe a Organização Mundial de Saúde realizar campanhas contra o sedentarismo, por meio das redes sociais, planfetos em escolas, postos de saúde e hospitais para conscientizar o povo sobre os riscos do sedentarismo, além disso, é viável lançar um desafio de realizar algum tipo exercício físico durante uma semana. Dessa forma, o país irá corrigir as “velas” do sedentarismo como prevê Clarice Lispector.