Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 25/08/2017
A tecnologia é uma das maiores responsáveis, se não a maior, pela sedentarização da sociedade, tendo em vista que passa por constantes melhorias, e isso atrai ainda mais o público global. Porém, o uso indiscriminado da mesma está colocando em risco a saúde dos usuários, o Brasil passa a fazer parte dos países com usuários talvez denominados “viciados”, que na maioria dos casos, deixam de lado as atividades físicas, e então os índices de obesidade começam a crescer na população adulta e infantil, uma vez que pais são exemplos para os filhos, e se em casa não há nenhuma motivação, na rua será difícil encontrá-la.
Segundo dados do IBOPE, os brasileiros passam 25% do seu tempo, aproximadamente, de frente da televisão, que por sinal, é prejudicial à saúde dos indivíduos, tendo em vista que a atual sociedade economicamente ativa prioriza muito o trabalho, logo, o tempo disponível para o lazer é reduzido, e sem ele, fica inviável a prática de exercícios físicos, então, as pessoas passam a fazer parte de um ciclo vicioso, de trabalho, tecnologia e mídia. Nota-se, evidentemente, que o indivíduo se torna refém de seus aparelhos e suas funcionalidades, sendo quase impossível, em muitos casos, resolver problemas sem utilizá-los, deixando uma questão em aberto: em pleno século XXI, quais as consequências do uso da tecnologia em massa, e do trabalho exaustivo em uma sociedade sedentária rodeada por “fast-food’s”?
Por consequência, o número de casos de diabéticos cresce de maneira exacerbada. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 16 milhões de brasileiros sofram com diabetes; e essa doença mata mais de 72 mil pessoas anualmente, o que significa um alerta para as pessoas repensarem
os seus hábitos vida. Logo, a má alimentação conduz a uma obesidade, até de forma precoce, como nas crianças, o que, por consequência, favorece o surgimento do diabete, que é o aumento da taxa de glicose no corpo, devido ao hormônio insulina não ser produzido em larga escala para possibilitar que as moléculas de glicose presentes no sangue entrem nas células, para servir como reserva energética.
Nesse sentido, visando combater o aumento do sedentarismo, as mídias sociais podem desenvolver aplicativos que incentivem atividades físicas e forneça bônus ao usuário, no sentido de cumprir metas, não sendo mais as vilãs que ocupam o tempo das pessoas. A mídia pode usar do seu poder de influência para incentivar exercícios, sempre acompanhados por profissionais, o consumo de alimentos saudáveis e seus benefícios, mas também é necessário que ocorra o equilíbrio para com as propagandas dos famosos “fast-food’s”, de modo que a sociedade saia dessa zona de conforto consumista e caminhe rumo a geração saúde, longe de doenças.