Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 26/08/2017
O Futuro é estático
Atores contratualistas como Locke e Rousseau, inspirados pelo Iluminismo, elaboraram suas ideias de Contrato Social a fim de atenuar a crueldade dos governos de suas épocas. Baseados em ações paliativas, como garantia dos direitos naturais e justiça social, inspiraram o mundo todo, a exemplo do Brasil que, frente a provectos programas sociais e econômicos executados pelo Governo, pôde ver seus índices de miséria caírem satisfatoriamente. Entretanto, em um revés irônico corroborado pelo conforto tecnológico, segundo a BBC Brasil, atualmente, o país luta contra o alto índice de sedentarismo de seus cidadãos.
Embora a imagem do Brasil, mundo afora, seja de belas praias e pessoas com o corpo modelado por horas afinco nas academias, dados divulgados pelo IBGE mostraram que, entre a população adulta, cerca de 50% dos entrevistados são insuficientemente ativos, de maneira que, falta de tempo hábil e a insegurança nas ruas das cidades grandes poderiam ser citadas como razões deste sedentarismo; embora seja sabido que comodidades como entregas em domicílio e carros cada vez mais usados sejam, realmente, dois dos grandes vilões desta história.
Associada ao sedentarismo, a obesidade, que atinge um a cada cinco brasileiros, segundo a BBC Brasil, está na lista de consequêcias da falta de exercícios regulares. Infelizmente, quando combinadas, ambas geram um efeito dominó sobre o corpo, acarretando problemas como pressão alta e desgaste das articulações, ainda que tais males pudessem ser facilmente evitados com um pouco de empenho, caso esta parcela da população vencesse a condescendência e o desatino - e por que não dizer a própria preguiça?!
Nesse contexto, analisando-se a afirmação de Rousseau sobre ser a sociedade a responsável por depravar e tornar miserável o homem, ou seja, o ambiente altamente tecnológico em que vivemos, que dispensa o dispêndio de energia e nos torna indivíduos cada vez menos acostumados com atividades corporais, faz-se pensar ser do intuito do Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, a elaboração de leis acerca de uma obrigatoriedade das empresas em ministrar seções de exercícios matinais aos seus colaboradores, com a contratação de profissionais da educação física, mesmo que somente em alguns dias da semana, a fim de diluir, ainda que um pouco, problemas relacionados ao sedentarismo e, portanto, talvez incentivar os seus a uma regularidade maior em ambiente fora do trabalho.