Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 04/04/2022
O pensamento do sociólogo Chul Han, na ideia de “Sociedade do Cansaço”, aborda a busca interminável e exaustiva da geração contemporânea pelo sucesso e reconhecimento social. Entretando, essa competição está levando as pessoas ao cansaço, o que, consequentemente, reflete nos hábitos de vida, entre eles, o sedentarismo. Sob esse viés, é válido exaltar que esse problema pode ser considerado o grande mal do século, já que a vida moderna digital contribui para esse hábito e, com isso, prejudica a saúde das pessoas.
Destaca-se, a princípio, que a era da tecnologia contribui para o sedentarismo da população. Tal realidade é verificada em dados disponibilizados pela BBC Brasil de 2019, onde o país se manteve como o segundo que permanece mais tempo nas redes socias, ou seja, sem realizar gasto de energia. Além disso, os vídeo games e a comunicação, que pode ser estabelecida com qualquer pessoa durante as 24 horas do dia, são muito utilizados e também levam à inércia física. Sendo assim, embora a era digital traga inúmeros benefícios, quando utilizada exageradamente, ela pode prejudicar a vida e a saúde das pessoas.
Por conseguinte, o número de indivíduos diagnosticados com doenças crônicas vem crescendo no Brasil, assim como o de sedentários. Nesse sentido, a OMS relaciona a falta de atividade física, presente em cerca de 60% da população, às doenças como diabetes, que abranje 10% das pessoas e hipertensão, 20%. Com isso, percebe-se o quanto uma vida sedentária pode prejudicar a longevidade saudável da população, bem como ser denominada como o mal do século, atrelando-a ao uso excessivo de tecnologias.
Fica evidente, portanto, que o sedentarismo tem como uma de suas causas a era digital, e as consequências desse hábito podem ser desastrosa. Para reverter essa realidade é preciso que as prefeituras municipais realizem atividades como caminhadas ao ar livre, alongamentos e danças gratuitas para a população. Essa dinâmica pode ser realizada por um professor de educação física do próprio local, com aulas semanais e apoio da equipe de saúde da cidade. Assim, as pessoas serão incentivadas a permancer menos tempo nas redes, promovendo sua saúde e libertação da “Sociedade do Cansaço”.