Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 18/04/2022
No longa Wall-e, o espectador é apresentado a uma sociedade distópica onde, por conta da destruição da Terra, os seres humanos vivem em naves espaciais, são auxiliados por robôs em quase todas as suas atividades e não mais caminham ou fazem qualquer atividade física, o que compromete a qualidade de vida deles. Analogamente, no Brasil do século XXI, diversas pessoas são sedentárias, o que prejudica sua saúde. Assim, é necessário analisar essa situação.
Diante desse cenário, é substancial destacar que o vício em tecnologias contribui para a perpetuação de um estilo de vida sedentário. Nesse viés, para o patologista e neurologista Beny Schmidt, a praticidade oferecida pelos aparelhos eletrônicos desmotiva o mvimento físico. De conformidade com isso, grande parte da população é influenciada a preferir a inércia corporal proporcionada pelo uso de tecnologias à atividade física, o que causa sedentarismo. Consequentemente, essas pessoas podem sofrer com diversos problemas de saúde, como a obesidade.
Ademais, vale ressaltar que a ausência do hábito de praticar exercícios físicos regularmente também é um empecilho a ser contornado. Nesse sentido, segundo uma pesquisa realizada pela OMS em 2019, cerca de oito em cada dez jovens brasileiros não praticam atividade física suficientemente. Igualmente, a não-inserção dos exercícios na rotina das crianças brasileiras leva ao costume do sedentarismo e a uma maior dificuldade de lidar com esforço corporal. Dessa maneira, surgem cardiopatias e outras enfermidades.
Logo, fica claro que a questão do sedentarismo é grave e precisa ser combatida. Por isso, é essencial que as Secretarias de Educação Estaduais se comprometam em inserir a rotina dos exercícios físicos nas escolas, a fim de conduzir as crianças a um estilo de vida mais ativo. Isso pode ser feito por meio de aulas obrigatórias de educação física com professores devidamente capacitados, além de palestras sobre os benefícios da prática de exercícios corporais. Outrossim, também é fundamental que o Estado faça campanhas de sensibilização sobre o vício em tecnologias e seus efeitos. Desse modo, realidades como a de Wall-e ficarão cada vez mais distantes da brasileira.