Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 28/08/2017

O mal de não fazer nada

Como diria Zygmunt Bauman, vivemos em um mundo líquido, em que as ideias e as relações sociais sofrem transformações rápidas e imprevisíveis graças ao grande avanço tecnológico e o fluxo de informações constante e praticamente em tempo real.

Contudo, essa celeridade característica do mundo contemporâneo contrasta com o sedentarismo em ascensão, que se envolve numa relação de causa e efeito.

O progresso técnico-científico, principalmente da internet, encurtou distâncias. Compras podem ser feitas de qualquer lugar do planeta e entregues em velocidades inimagináveis épocas atrás. As comunicações instantâneas são uma realidade, com chamadas por voz e vídeo. O trabalho nos grandes centros urbanos é cada vez menos braçal e cada vez mais operado digitalmente por meio de computadores.

Todo esse avanço gerou uma desnecessidade do ser humano de executar tarefas que o tornavam fisicamente ativo, restando poucas tarefas que o instigasse a se movimentar.

Uma das possíveis formas de reverter esse quadro e incentivar as pessoas a se movimentarem está na própria tecnologia que originou a inércia em primeiro lugar. O uso de aplicativos que promovem o exercício físico através de competições entre amigos de uma rede social ou que obrigam o usuário a se deslocar a pé para cumprir determinadas tarefas ou caçar bichos virtuais como em alguns jogos tem surtido efeitos relevantes, embora ainda tímidos diante do quadro atual.

Todavia, incentivar o desenvolvimento de programas desse nicho através de incentivos fiscais em conjunto com programas governamentais de saúde pública, pode reduzir a gravidade do sedentarismo e da geração de outras doenças derivadas.