Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 19/04/2022
Na distopia “Fúria Vermelha”, de Pierce Brown, a sociedade é estratificada e as classes superiores tendem a ser mais sedentárias que as inferiores, apesar de manterem sua saúde através da biotecnologia. Nesse contexto, a sociedade brasileira também enfrenta dificuldades ao lidar com o grande mal do século, o sedentarismo. Desse modo, o estilo de vida contemporâneo e a precária educação física são fatores que reforçam esse fenômeno. Assim, é necessário mobilizar diversos setores sociais para que o sedentarismo seja combatido.
Um ponto importante é o acelerado modo de vida da população no mundo global, que gera rotinas com pouco espaço para priorização do indivíduo e sua qualidade de vida através da prática de atividades físicas. Nesse panorama, Bauman apresenta o conceito “Modernidade Líquida”, que consiste na dinamicidade da sociedade. De acordo com esse pensamento, estabeleceu-se uma alarmante liquidez na relação entre cidadão e prática esportiva, fruto do sistema econômico vigente e da intensa produção tecnológica contemporânea. Logo, um ciclo que compromete a saúde dos indivíduos é perpetuado.
Além disso, a educação física no contexto brasileiro é pouco abrangente e não dialoga com as reais problemáticas. Nesse sentido, o pensamento sociológico clássico apresenta uma corrente que interpreta a sociedade como um corpo biológico, todas as partes devem estar em equilíbrio. Entretanto, elementos como uma educação restrita nas escolas, que não se adequa às diversas realidades socioculturais, além da alienação gerada pela tecnologia e o número reduzido de espaços seguros voltados para a prática esportiva comprometem essa dinâmica. Em virtude disso, a conexão entre indivíduo e prática física saudável é prejudicada.
Infere-se, portanto, um sistema de redução das taxas de sedentarismo, com o objetivo de combater essa mazela. Sendo assim, educar a população sobre estilos de vida saudáveis e criar ambientes inclusivos e acessíveis para a prática física é fundamental. Para isso, o Ministério da Cidadania e o Ministério da Saúde, pastas ministeriais responsáveis, por meio de campanhas em espaços públicos e instituições de ensino, promoverão a conscientização dos brasileiros. Com isso, cenários como o de “Fúria Vermelha’’ não se tornarão realidade.