Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 19/04/2022

Desde o período Neolítico, com o desenvolvimento da agricultura, a humanidade começou a se tornar sedentária, já que não era mais necessário sair em busca de alimentos. Na atualidade, o sedentarismo tem se tornado cada vez mais frequente, podendo ser considerado o mal do século. Nesse sentido, a evolução tecnológica e a pouca disponibilidade de espaços para a prática de atividades físicas são fatores desse problema.

É importante destacar, de início, o avanço dos meios tecnológicos como principal causa. Sob esse viés, Zygmunt Bauman fala que “as redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”. Com essa afirmação, é possível fazer uma comparação com o desenvolvimento dos aparelhos eletrônicos, que nem sempre favorecem os indivíduos, pois seu uso descontrolado impacta diretamente na saúde das pessoas. Desse modo, o uso excessivo dos meios digitais acarreta consequências negativas.

É válido ressaltar, também, a falta de espaços destinados à prática de exercícios. Segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, é dever do Estado garantir à população condições para o bem-estar. Essa deficiência esclarece que o direito não é plenamente garantido e não está à disposição de todos os cidadãos, já que grande parte da população não têm acesso aos locais adequados para se exercitarem. Com isso, pode-se dizer que o fato de algumas pessoas não se movimentarem fisicamente está parcialmente ligado à escassez de lugares para a realização dessas atividades.

Portanto, o sedentarismo é uma problemática bastante expressiva no século XXI e deve ser combatida. Para isso, cabe aos governos Federal, estaduais e municipais alertarem a população acerca dos malefícios do uso constante e desenfreado das tecnologias, por meio de propagandas e informes - que devem ser objetivos e de fácil entendimento - nas televisões e até nas próprias redes sociais, deixando claro que esse excesso pode prejudicar a saúde delas. Além disso, os governos estaduais e municipais devem construir espaços para as pessoas praticarem seus exercícios, destinando verbas para equipá-los, com o intuito de que os indivíduos possam ter pleno acesso. Logo, haverá uma população mais consciente e saudável.