Sedentarismo: o grande mal do século?

Enviada em 17/04/2022

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-

tística 46% dos adultos no Brasil são sedentários, ou seja, não gastam um número

saudável de calorias. Nesse contexto, os crescente números citados posicionam o

sedentarismo como um grande mal que começa a atacar os países em desenvolvi-

mento, impedindo a realização de avanços socioeconômicos e pessoais nestes. Isso

ocorre em razão das complicações de saúde, que dificultam o bem viver, e dos pro-

blemas econômicos ligados a gastos em diferentes áreas para sustentar esse estilo.

De início, é importante definir uma vida saudável e produtiva como essencial

para o progresso humano, pois proporciona longevitade, ensinamentos e habilida-

des imprescindíveis para a felicidade e estabilidade. Assim, o sedentarismo mostra-

-se em oposição a estes princípios, trocando-os pela busca de um “conforto” que e-

vita as atividades físicas e a boa alimentação, necessárias para a saúde, por suas di-

ficultades, ignorando qualquer problema de saúde futuro. Em suma, o segunda, na filosofia, comporta-se como um vício, um prazer efémero que não traz a felicidade

verdadeira, presente nas virtudes do primeiro, ou seja, o segundo é um mal viver.

Ademais, além de prejudicial ao bem estar individual, a insalubridade do se-

dentarismo é inviável também em uma visão econômica nacional, gerando compli-

cações tanto na produção, quanto nos sistemas de saúde. Assim como na máquina

térmica precisa converter o maior quantia de calor em trabalho para ter um rendi-

mento bom, uma sociedade necessita de pessoas fortes e ativas, que usem suas e-

nergias para melhorá-la, tornando-a produtiva e movendo-a ao progresso. Caso es-colham-se os vícios e as doenças, o contrário se verifica, agentes fracos gerando

somente o que gastam cuidando de suas efermidades, criando-se um ciclo inértico.

Dessa forma, deixa-se claro a urgência da luta contra o aumento do seden-

tarismo no Brasil, que pode ameaçar tanto a organização socioeconômica, como a

própria ética individual. Logo, é necessário a acão das escolas que devem estimular

práticas saudáveis nos alunos, através de amplas possibilidades de práticas físicas, ampliadas pelo ensino de seus benefícios, formando cidadãos fortes e eficiente. A-lém disso, é essencial a intervência das prefeituras, criando áreas de fácil acesso a

aparelho de exercício, assim criando um povo capaz de mover-se em sua potência.