Sedentarismo: o grande mal do século?
Enviada em 13/04/2022
A Globalização, fenômeno de integração cultural, econômica e política, permitiu o maior acesso da sociedade aos meios tecnológicos, que passaram a fazer parte do cotidiano. Analogamente, a mundialização proporcionou a substituição das atividades físicas pela tecnologia, fomentando a sedentarização. Desse modo, pode-se notar alguns fatores que contribuem para a problemática como a falta de incentivo e o sendentarismo infantil. Torna-se fundamental uma análise a fim de propor soluções para combater os hábitos sedentários no Brasil.
Primordialmente, deve-se atentar a carência de estímulo às atividades físicas por parte da sociedade. Em seu livro “Minha história”, Michelle Obama, ex-primeira-dama americana, narra seus esforços ao divulgar sua campanha de alimentação saudável e práticas de exercícios na infância e juventude, refletindo na diminuição dos números de obesidade e sedentarismo. Entretanto, é possível notar que, atualmente, falta o incentivo às mudanças de hábitos, visto que essa questão não é observada com relevância pela mídia e nem pelas instituições responsáveis pela socialização - alternativas conscientes na influência de comportamento.
Cabe analisar, também, o sedentarismo infântil causado, principalmente, pela ausência do papel dos pais no controle dos filhos. No filme “Até que a sorte nos separe”, o filho do casal protagonista, Juninho, adquire vício em aparelhos tecnológicos, abrindo mão de outras atividades de esporte, e sua família, por vez, não faz nada para mudar a situação. De maneira semelhante, a falta de limites no uso da tecnologia concedida às crianças proporciona o agravamento do sedentarismo precoce e, consequentemente, problemas como isolamento social, obesidade e dificuldade de mobilização.
Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Estado, principal promotor do bem-estar social, deve, em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde, promover o incentivo às práticas de exercícios físicos pelas crianças, adolescentes e adultos, por meio de campanhas e atividades lúdicas. Sendo assim, pode-se esperar a diminuição da taxa de sedentarismo e dos problemas associados, provocando uma melhor qualidade de vida, além de evitar o domínio da tecnologia sobre o homem - evento comum na Globalização.